Bairros

Novo poço vai reduzir captação de água do rio Batalha em 15%

Diego Molina
| Tempo de leitura: 3 min

O poço Vargem Limpa, inaugurado oficialmente ontem pelo Departamento de Água e Esgoto (DAE), ao lado do antigo Country Club, é o primeiro da cidade com a finalidade exclusiva de suprir o abastecimento de regiões atendidas pelo rio Batalha. A mudança visa reduzir em 15% a captação de água no rio, que nos últimos anos sofreu queda de nível nos meses de seca, comprometendo o abastecimento da cidade.

De acordo com Isaar de Almeida, diretor da Divisão de Produção e Reservação do DAE, o poço vai captar água do Aqüífero Guarani a uma profundidade de cerca de 200 metros. A exploração do poço representará redução de 15% na retirada de água do Batalha. “Ele tem o objetivo de suprir essa área, que é abastecida pelo rio Batalha e por outro poço, que será revertido para o rio. A região não tem abastecimento ruim. A função principal é diminuir a retirada de água do Batalha”, explica.

O rio Batalha é responsável atualmente pelo abastecimento de 42% da cidade e fornece cerca de 1.980 metros cúbicos de água por hora. Nos últimos seis anos, o nível do rio alcançou situação crítica e chegou a menos de 60 centímetros de profundidade, quando o normal é de cerca de dois metros.

Almeida lembra que o DAE já concluiu o projeto para a perfuração de outro poço com a mesma finalidade. O local para o novo ponto de abastecimento é a alameda das Primaveras, no Parque Vista Alegre, e deve suprir a região da Vila Cardia, avenidas Nações Unidas e Rodrigues Alves. Não há previsão de custo, licitação ou início da obra.

O poço Vargem Limpa, que recebeu o nome do ex-funcionário do DAE Mário Lúcio Albuquerque dos Santos, falecido em 2002, vai abastecer os bairros Jardim Redentor 1, 2 e 3, Vila Carolina, Núcleo Bauru 22, Jardim Tangarás, Parque Bauru, Jardim Nova Bauru, Parque Júlio Nóbrega, Vila Bom Samaritano, Distrito Industrial 1, Jardim Olímpico, Ferradura Mirim, Parque Paulista, Jardim Dona Lili e Jardim Rosas do Sul.

Segundo a assessoria de imprensa do DAE, o poço custou cerca de R$ 1 milhão, incluindo a adutora, perfuração e sistemas eletromecânicos e terá capacidade para produzir 250 mil litros de água por hora (vazão de operação). Em sua vazão máxima, a produção pode chegar a 350 mil litros por hora.

Edson Amorim e Jair Orti, moradores do Parque Bauru, contam que a região não conta com problemas de abastecimento. “Aqui no bairro, sempre foi boa a quantidade de água, sempre foi abundante. Nunca tivemos problemas de falta d’água”, afirma Amorim.

Já Gentil dos Santos, também morador da região, comenta que a vazão de água em sua casa não é tão grande. “Não chega a faltar água, mas a água saía fraca da torneira. De uns dias para cá, acho que por causa do poço, melhorou bastante”, conclui.

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“Saidera”

Em seu discurso na inauguração do poço Vargem Limpa, ontem pela manhã, o prefeito Nilson Costa (sem partido) brincou que a solenidade seria sua “saideira”, referindo-se ao término de seu mandato na sexta-feira. Além de elogiar as ações do DAE nos últimos anos, ele também afirmou que já começa a sentir saudades dos funcionários da prefeitura.

Como de costume, Nilson não deixou de alfinetar aqueles que criticam seu governo. “Nos causa imensa revolta quando alguém diz que a administração não fez nada. ‘Nada se fez pelo tratamento de esgoto’. Muito se fez! Não se fez milagres porque o tempo dos milagres anda escasso diante de tanta dor, tanta mágoa e sofrimento pelo mundo. Mas o que não era milagre, nós fizemos”, filosofou.

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