Tribuna do Leitor

Colheita da paz


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O que se faz aqui, aqui se paga, dito por uma pessoa vivida há mais de meio século. Na época em que a crença era um sacramento do ser humano, os filhos pediam a benção do pai e da mãe ao se levantar e ao deitar. Mesmo casados, davam obediências para onde iam e onde iam ficar. Ao ver um sacerdote ou irmã de caridade na rua pediam a benção. Casamento era para a vida eternaou até que a morte o separasse.

Mas, por motivos de moralidade, eu excluí meu pai da minha casa. Quando eu tinha meus 15 anos, ele separou da minha mãe, indo viver com outra pessoa. Eu, achando que estava fazendo justiça, passei a cuidar da minha mãe. Aí me casei, ela continuou morando em minha casa. Tive filhos, e eles são testemunho do que estou contando. Meu pai chegava até a porta, mas por motivos de moralidade, eu não o deixava entrar em minha casa. Minha mãe faleceu. Ele só ficou sabendo dias depois. Para resumir: filhos não façam isso, não cometam esse mesmo pecado. Hoje, estou pagando tudo que fiz. É caso verídico. Peço perdão a Deus e a seu filho Jesus Cristo. Estou consciente dos meus erros. Espero, que com esse testemunho a vocês, Deus vá me ouvir, me dando uma nova vida. Já sofri muito. Tudo que fiz ao meu pai, aconteceu comigo. Queria ter ele vivo para pedir perdão e sua benção.

Um pai é para 10 filhos, mas, às vezes, 10 filhos não olham um pai. Tudo que pensa fazer ao teu pai faça em vida. Você não paga o que ele te fez até hoje.

Aparecido B. de Vasconcellos - RG 3.488.482

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