Política

Faria Neto pretende unir as bancadas

Ronaldo Schiavone
| Tempo de leitura: 3 min

O Jornal da Cidade encerra hoje a série de reportagens com os vereadores eleitos de Bauru. O entrevistado é Faria Neto (PDT), último parlamentar a garantir vaga na próxima legislatura. Primeiro suplente do partido, ele ocupará a cadeira de José Clemente Rezende (PDT), que pedirá afastamento do cargo para presidir o Departamento de Água e Esgoto (DAE).

Conhecido por manter um bom relacionamento com os colegas de Poder Legislativo, Faria Neto quer aproveitar esse fato para colaborar com o prefeito Tuga Angerami (PDT). “Vou conversar com os demais vereadores para que haja um entendimento no sentido de solucionar os problemas de Bauru junto com o Executivo”, destaca.

Ele acredita que conseguirá convencer a oposição sobre a necessidade de unir forças para melhorar a situação do município. “Sempre tive um bom contato com todas as bancadas e vou procurar desenvolver o trabalho que sempre realizei. Quero fortalecer o Legislativo pensando no bem de Bauru”, projeta.

Para Faria Neto, Tuga terá a Câmara atuando ao seu lado. “As pessoas falam que há vereadores que fazem oposição radical e citam o João Parreira (PSDB) e o Toninho Garmes (PSDB), mas eles agiram assim nas últimas duas administrações, quando os prefeitos foram cassados. Acho que a radicalidade deles tinha razão. A situação agora é diferente, porque o Tuga tem outro jeito de governar”, analisa.

Ele utiliza uma metáfora para ilustrar o que projeta para a política bauruense nos próximos quatro anos. “O Executivo e o Legislativo terão que agir como marido e mulher. Na cerimônia do casamento, o padre fala que o namoro precisa continuar todos os dias. Na política, é a mesma coisa”, compara.

O parlamentar também pede tempo para que o novo chefe do Executivo possa trabalhar. “Precisaremos cobrá-lo sabendo que a situação está difícil. Quem elegeu os prefeitos anteriores foi o povo de Bauru e todo mundo tem que repartir um pouco a culpa pelo que aconteceu nos últimos anos. Não adianta esperar que todos os buracos da cidade sejam tapados nos primeiros três meses de governo”, destaca.

Ele reafirma que a situação financeira do município, apurada pela equipe de transição de Tuga, é preocupante. “Todas as prefeituras estão com dificuldades, mas a condição de Bauru é pior em decorrência das últimas administrações. Verificamos que não há dinheiro”, destaca o vereador, que recebeu 2.158 votos nas eleições de outubro.

Faria Neto conta que não se surpreendeu com a possibilidade de herdar o cargo. “Quando o Tuga me falou que considerava o perfil do Clemente ideal para o DAE e que iria convidá-lo para assumir a presidência, vi que ele estava levando a pessoa certa para o lugar certo”, opina.

No próximo mandato, ele já tem idéia das áreas que irá priorizar. “Minha esposa é médica e sempre me traz os problemas relacionados ao setor da saúde. Também gosto de dar atenção à periferia”, declara.

Faria Neto revela que começou a se interessar pela política na época em que era estudante, em Pirajuí. “Depois, me mudei para Avaí e comecei a trabalhar como cartorário. Nessa época, surgiu a oportunidade de ser candidato a vereador pela primeira vez”, relembra.

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