O coordenador da Defesa Civil no município de Bauru, Álvaro de Brito, afirma que muitas pessoas ainda recorrem à prefeitura solicitando doação de terra para a realização de obras. Em média, são recebidos 300 pedidos por mês.
O ex-secretário das Administrações Regionais (Sear), Arlindo Figueiredo, lembra que a administração municipal é bastante criteriosa para realizar esse tipo de doação particularizada. Após a análise da condição social do solicitante por parte da Defesa Civil, são atendidos apenas os casos mais urgentes. “Os casos sociais extremos são analisados pela prefeitura. Os casos de emergência são passados para a Defesa Civil que vai fazer uma vistoria no local e avalia a necessidade de deslocar terraâ€, diz.
Brito destaca que hoje a retirada de terra não pode ser realizada de forma indiscriminada, sob o risco de gerar erosão ou outros impactos ambientais. Segundo o ex-secretário da Sear, no passado, muitos procedimentos contribuíram para o desperdício de milhares de metros cúbicos de terra no município.
“Passar a máquina†e nivelar o leito das ruas, por exemplo, era uma das técnicas encontradas para amenizar o problema das erosões provocados pela chuva. O método, voltado para práticas de escavação e raspagem, desgastava o leito das ruas e vicinais.