Ao contrário do que ocorreu nas passagens de ano anteriores na avenida Getúlio Vargas, um dos mais movimentados pontos de encontro de jovens, desta vez não houve registro de vandalismo e a quantidade de cacos de garrafa no asfalto era muito pequena.
Assim que amanheceu o dia, quem passava pela avenida não poderia imaginar que algumas horas antes milhares de pessoas estavam ali para comemorar a chegada de 2005. Havia pouca sujeira e até mesmo as lixeiras permaneceram intactas.
A tranqüilidade foi confirmada pelo tenente João da Costa Duarte, comandante interino da 1.ª Cia da Polícia Militar, que esteve presente na Getúlio reforçando a segurança do local junto com outros 80 policiais. Segundo ele, não houve nenhum incidente mais grave que pudesse manchar o clima de comemoração.
A Polícia Militar não estimou quantas pessoas passaram o Réveillon na avenida. No entanto, em anos anteriores, a média sempre girou em torno de 5 mil. No ano passado, a chuva prejudicou a festa e pouca gente compareceu ao local.
Em parte, a tranqüilidade e a pequena quantidade de cacos de vidro na avenida são atribuídas pela polícia à colaboração unânime dos proprietários das lojas de conveniências que fecharam suas portas antes da virada do ano.
Tradicional ponto de aglomeração da moçada, essas lojas normalmente comercializam bebidas alcoólicas em pequenas garrafas, as famosas “long necksâ€. Como as garrafas são descartáveis, em muitos casos, elas acabam sendo arremessadas contra o asfalto ou alguma parede espalhando cacos por todo lado.
“Paraísoâ€
No Pronto-Socorro Central o movimento ontem de manhã estava bem abaixo do normal. Os corredores estavam praticamente vazios. Na definição dos próprios funcionários, “parecia o paraísoâ€. Dos 14 leitos disponíveis, apenas oito estavam ocupados.
Durante a madrugada, no entanto, a situação não esteve assim tão tranqüila. Foram 88 atendimentos, sendo que 30 deles precisaram do auxílio da ambulância.
A maior parte dos pacientes teve de receber cuidados médicos por abusarem de bebidas alcoólicas ou por causa da violência resultante desse abuso, segundo os funcionários.
O caso mais grave foi o espancamento de uma pessoa que não havia sido identificada até o fim da tarde de ontem. De acordo com funcionários, foi diagnosticado traumatismo craniano. Do PS, a vítima foi transferida para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Base, em estado grave.