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É notório que a tecnologia proporciona vantagens na gestão de diferentes organizações, entretanto, ainda há muitos questionamentos sobre a viabilidade dos investimentos nesse setor. Um dos aspectos relevantes é a visão da tecnologia como desperdício em sua aplicação. Ou seja, o investimento em determinada tecnologia pode não proporcionar o uso da totalidade de recursos disponibilizados por ela, o que gera sempre a dúvida se o investimento está sendo eficiente, apesar de ser eficaz e vice-versa.

Nesse sentido, diversas orientações são dadas aos Chief Information Office (CIOs) e profissionais de áreas afins: Controlar os gastos, sabendo onde cada centavo vai parar; promover a padronização das atividades e operações, facilitando os processos de implementação e gestão; fazer o planejamento de todas as etapas necessárias ao investimento, como cronograma de aquisição, implantação e pagamentos; estabelecer objetivos claros e mensuráveis, permitindo acompanhamento dos resultados nas diversas etapas planejadas; alinhar os objetivos estratégicos aos investimentos tecnológicos; terceirizar as atividades sem valor agregado ao seu negócio, incluindo hardware, software, banco de dados e pessoal.

Mas, como fazer isso? Em decisões de obtenção de insumos para manufatura, é possível considerar as opções de comprar ou fabricar através dos cálculos sobre as relações dos custos fixos e variáveis com a demanda planejada. Em investimentos sobre tecnologia, um dos mais populares métodos para avaliação dos investimentos na aquisição de um computador é o TCO, abreviatura de Total Cost Ownership (Custo Total da Propriedade), ou seja, são os gastos agregados na aquisição de um computador.

E o que se ganha com os investimentos em tecnologia? A tecnologia de informação atende a necessidades de diferentes segmentos de mercados, fornecendo produtos cada vez mais específicos para manufatura, serviços, instituições de ensino e outros. A prioridade é identificar e mensurar as variáveis do negócio que demonstram melhorias com a nova tecnologia adquirida.

No Brasil, os custos da mão-de-obra ainda são baratos e isso pode gerar questionamentos sobre a intensidade desses investimentos, porém, o maior aprendizado da globalização é o entendimento do aumento das percepções dos consumidores sobre os produtos e serviços e também do grau de exigência sobre os seus resultados (benefícios), assim, a competitividade se inicia na agilidade dos processos internos da organização, integrados aos processos externos. Essa agilidade normalmente é gerada pelos investimentos em tecnologia. Na publicação do Livro Branco pelo Governo Federal, decorrente da Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, realizada em setembro de 2001, já se afirmava que os países geradores de produtos de alto conteúdo tecnológico são os que apresentam melhor desempenho econômico. (O autor, Paulo Sérgio de Arruda Ignácio, é professor universitário e consultor de gestão empresarial da Unidade de Atendimento e Relacionamento Microsiga Campinas)

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