Tsunami

Ameaça às tribos primitivas


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Algumas tribos primitivas podem estar perto da extinção depois do tsunami que atingiu as ilhas de Andaman e Nicobar, dizem especialistas. O remoto arquipélago de mais de 550 ilhas, sendo cerca de três dezenas desabitadas, abriga seis tribos de origem mongólica e africana que vivem lá há milhares de anos. Muitas são seminômades e subsistem da caça com arcos, flechas e lanças, pesca e coleta de frutas e raízes. Eles ainda se cobrem com galhos e folhas.

Elo histórico

“Eles são um elo vital com nosso passado pré-histórico. Se forem perdidos, a Índia e o mundo perderão parte de sua gloriosa heterogeneidade”, explicou Ajoy Bagchi, diretor-executivo da Comissão Popular de Ambiente e Desenvolvimento, da Índia, que trabalhou durante anos com grupos tribais da região. “Mesmo uma pequena perda nestes grupos, fora os nicobareses, mais numerosos, pode colocar sua sobrevivência seriamente em perigo.” Antropólogos dizem que a maior preocupação é em relação a cinco pequenas tribos aborígenes: os grandes Andamaneses, Sentineleses, Onge, Jarawa e Shompen.

EXTINÇÃO

Alguns grupos, como os andamaneses, já têm menos de 30 pessoas em suas tribos. Outros, como os Shompen, que vivem no Sul da Grande Nicobar, têm entre 200 e 250. Autoridades esperam um grande número de vítimas entre o maior grupo tribal - nicobarês - com população de quase 28 mil, que vivem nas ilhas do Sul. Também há preocupação com os cerca de 100 representantes Onge, uma das tribos mais primitivas, que vive na ilha Pequena Andaman, cujo número caiu nas últimas décadas devido ao contato com estrangeiros. Pouco se conhece sobre os aproximadamente 200 sentineleses, que são tradicionalmente hostis a pessoas de fora. Registros do governo dizem que eles são provavelmente o único povo paleolítico sobrevivente do mundo, que quase nunca sai da ilha.

Ilhas deslocadas

O poderoso terremoto que devastou regiões da Ásia moveu de maneira permanente as placas tectônicas localizadas sob o Oceano Índico em até 30 metros, deslocando levemente ilhas próximas a Sumatra, afirmaram cientistas dos EUA, com base em imagens de satélite. Embora os dados tenham mostrado que placas a mais de 20 km de profundidade tenham se movido intensamente, os cientistas terão de usar sistemas de posicionamento por satélite nas ilhas para saber com precisão quanto a terra na superfície se moveu, acrescentou Hudnut. Nas últimas décadas, grandes terremotos ocorridos em Kobe, no Japão, e Golcuk, na Turquia, deformaram a costa e deixaram portos desativados.

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