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O que é estresse?


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Ainda que rebuscando, com aprofundada atenção, não conseguimos encontrar em nossos dicionários a expressão “estresse”, que ultimamente tanta gente adota. Mas é claro que ela existe, usada que é por bocas de todos os tipos, até mesmo de adolescentes, chamando de “estressado” o pai que se lhes opõe em alguma coisa, o professor que os repreende ou o patrão que os admoesta por algo mal feito ou deseducado. Há estresse de vários tipos. Por exemplo, o absolutamente sadio, representado pelo que exige esforço, concentração e uso de energia para algum salto na vida, sendo possível que existam outras formas exigentes, uma vez que seu uso nem sempre consegue atingir o objetivo. Então, há momentos em que o estresse é objetivo, impondo-se vigorosamente como nos casos de trabalho exaustivo, comando de equipes de empregados, dificuldades de trânsito e, em pé de igualdade, problemas no lar, quando o homem topa com a esposa e os filhos aborrecidos, tristonhos, incomunicáveis, obstruídos pelas obscenidades da televisão e outros meios de comunicação e, também, questões de desemprego, coisas assim que tiram a tranqüilidade das pessoas, sendo preciso que momentos de harmonia, alegria e prazer venham em auxílio do espírito para que o ser se sinta liberto, sem nenhuma montanha lhe obstruindo a passagem. Eis como se pode livrar do estresse, esquecendo as agitações familiares, as preocupações profissionais, o barulho das ruas e vizinhanças, a agitação e o excesso de violências, mas, ao mesmo tempo, gastando minutos e horas com amigos em encontros desencontrados, de sorte a se fechar as portas à obsessão, doenças e manias, assim como baixar o sinal de suas expectativas, medidas que vão resultar, certamente, em uma existência feliz e mais longa. Seria esse o remédio contra o estresse, não encontrado nas vitrines e prateleiras de farmácias e drogarias mas receitados por clínicos e educadores, como forma de acomodar espíritos e amenizar temperamentos. É a nossa opinião.

O autor, Nadyr Serra, jornalista responsável do JC, é delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado.

"Mesmo entre os escombros pode-se esconder uma jóia perdida. Entre as ruínas sempre pode nascer uma flor. A felicidade cresce e frutifica quando se acredita na paz e no amor”.

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