O ex-vereador Edison Bastos Gasparini Jr. foi empossado ontem pelo prefeito Tuga Angerami (PDT) na presidência da Companhia de Habitação Popular de Bauru (Cohab). A diretoria administrativa e financeira da empresa será comandada pelo diretor do Sindicato dos Contabilistas, Jair Vella. O advogado Henrique Crivelli ocupará a assessoria jurídica. Nos próximos dias, Gasparini anunciará o titular da diretoria técnica de Habitação.
Ainda nesta semana, o recém-empossado presidente da companhia vai se reunir com os representantes do Escritório de Negócios da Caixa Econômica Federal (CEF). Sua intenção é conhecer os programas de parcerias e convênios oferecidos pelo banco estatal na área de habitação.
Gasparini também está de olho em opções que o Ministério das Cidades oferece para o setor. Ainda na gestão do presidente Fernando Henrique Cardoso, o Fundo Monetário Internacional (FMI) incluiu os investimentos aplicados na área de financiamento habitacional como endividamento público.
Devido a isso, o governo federal parou de repassar para as Companhias de Habitação Popular (Cohabs) de todo os País verbas para a construção de unidades residenciais. “Agora vamos ter que buscar alternativas em outros setores do governo para fazer a Cohab cumprir seu papel social, ou seja, construir casas populares para atender a população de baixa renda”, diz Gasparini.
Ontem, ele começou a receber os primeiros relatórios da situação financeira da empresa e a taxa de inadimplência. “A Cohab não pode ser vista como um monstro. Não queremos tomar casa de ninguém e muito menos gerenciar o fechamento da empresa. Estamos aqui para tentar reativar a companhia e fazer com ela cumpra seu papel social”, observa o novo presidente.
A intenção de Gasparini, já anunciada pelo prefeito Tuga Angerami, é procurar parceria em níveis federal e estadual. No Estado, ele vai buscar informações na Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano, órgão ligado à Secretaria de Estado da Habitação.
Na gestão do ex-prefeito Nilson Costa, a Cohab passou por um processo de enxugamento de pessoal e reestruturação financeira. Renegociou sua dívida com a Caixa Econômica Federal e estabeleceu programas para diminuir a taxa de inadimplência, que atingiu, segundo informações extra-oficiais, a casa dos 30% do total de mutuários.