Politicando

Filho do general


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Da mesma forma que Pelé, o ponta esquerda Edu também saiu muito jovem de sua cidade e foi para o Santos Futebol Clube. Em sua infância, em Jahu, ele era conhecido como o filho do general, apelido de seu pai. Por ter envergado a camisa da Seleção Brasileira e fazer parte do grande Santos da era Pelé, Edu já era famoso na época de fazer o Exército.

Para se ter idéia do quanto ele jogava, imagine um cara que dribla 10 vezes mais que o Denilson, ex-São Paulo. Pois bem: para se alistar, ele teve de ir a Santos. Um seu amigo entrou em contato com a Junta de Alistamento e pediu que recebessem bem um amigo futebolista chamado Edu, “vocês devem conhecer; ele é filho do general”.

No dia aprazado, pelo sim, pelo não, o responsável pôs sua farda “traquejada”, engraxou o coturno, mandou o praça dar uma geral e se pôs a espera do “filho do general”. Eis que, de repente, de bermudas, sandália de dedo e camisa espalhafatosa, vendendo saúde, entra o maior ponta esquerda do mundo, o negro bonito e sorridente Edu, que nós vimos jogar dezenas de vezes, pois morávamos no Rio e o Maracanã naquela época era um verdadeiro “recreio do Peixe”.

O Militar responsável, que não gostava e nem entendia muito de futebol, o atendeu bem, apesar de não parecer muito confortável. Provavelmente algum recruta deve ter escutado poucas e boas e pego alguns pernoites, de castigo...

Contada por Rui Bertoti

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