Diversão nessas férias, ainda mais com as chuvas que há dias tomam conta da cidade, com certeza é assistir a um bom filme no cinema. Seja nacional ou estrangeiro, infantil ou adulto, reservar algumas horas do nosso dia para se deliciar com um bom longa-metragem nos faz despender arduamente de nosso dinheiro para a bilheteria, pipoca e refrigerante. O preço médio das salas de cinema em Bauru varia de R$ 7,00 a R$ 10,00, o que considero abusivo e vou explicar o porquê.
Por essa quantia, somos obrigados a enfrentar por algumas horas poltronas ruins, algumas até com a estrutura de madeira aparecendo, o que machucar alguém (no caso dos Cines Bauru). Já no Cine Center, que passou por uma reforma em suas poltronas e pinturas nas paredes, o áudio continua ruim. Pra nós, que deveríamos consumir mais filme nacional, escutar e entender por exemplo um diálogo entre os atores Caco Ciocler e Fernanda Montenegro em “Olga”, de Fernando Morais, é tarefa das mais difíceis...
Tive a oportunidade de recentemente viajar para a cidade de São José do Rio Preto e ir a um cinema da cidade, assistir ao bom “Dança Comigo”, estrelado por famosos atores de Hollywood. Agora pasmem todos, por apenas R$ 2,00, isso mesmo, dois reais, sentei em uma poltrona que se não era das mais confortáveis, melhores que a do Cine Bauru são e pude ouvir em alto em bom som, sem chiado, o bailado dos atores Richard Gere e Jennifer Lopez, que riscam o salão ao ritmo de bolero, tango ou rumba. Agora gostaria que o administrador das salas de cinema de Bauru explique não a mim, mas a população de nossa cidade, como é possível cobrar uma bilheteria de dois reais e oferecer uma sala de cinema que se não é um Cinemark, também não é uma sala com poltronas desconfortáveis e áudio ruim.
Ah..., e lembrando, enquanto esta sala de cinema em Rio Preto estava lotada, as salas do shopping daquela cidade também tinham fila, mesmo cobrando os altos preços também cobrados aqui em Bauru. Trocando em miúdos, tem espaço para todos. Penso que esta é uma discussão pertinente no momento em que o governo renova o decreto da cota do Cinema Nacional. Será que conseguiremos assistir a bons filmes nacionais em Bauru com um certo tempo em cartaz? Vamos aguardar.
Thiago Brandão - jornalista - MTB 40.328