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Dinheiro curto não dá


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Os novos secretários municipais - diz notícia do Jornal - passaram o primeiro dia de sua gestão “levantando a real situação financeira de suas pastas”. E o informe jornalístico completou com outras aspas lingüísticas. Leiam todos: “Não há novidade nenhuma, pois a situação é crítica diante da falta de recursos”. Foi o que afirmaram os assessores, sem rebuços, adiantando que, face ao triste panorama, não vai ser rápida e rasteira a execução das obras mais urgentes que figuram no programa da nova administração municipal, porquanto, sabido é que de bolsos vazios ninguém consegue andar sobre tantas crateras e nem nadar no meio de enxurradas, o que terá de prosseguir fatalmente por algum tempo. Oxalá, contudo, o drama não venha a ter as gigantescas proporções do terrível maremoto asiático e, então, consiga o chefe do Executivo superar os problemas sem maiores tropeços e até mesmo sem dificuldades invencíveis, levando o Palácio das Cerejeiras a gastar bem o pouco que tem, inclusive podendo pagar sem atrasos os salários de seu pessoal, numeroso sem dúvida.

Constata-se, evidentemente, que, além das obras e melhoramentos que projeta desde sua vibrante campanha, e que, na verdade, são imprescindíveis para que a terra de Azarias Leite proporcione um bem viver à sua laboriosa população, tem a prefeitura de construir um manancial de dinheiro também, de cuja dependência esperam escapar, mesmo superficialmente, os generosos depositários de impostos, taxas e demais tributos públicos, os quais terão de ser fixados e cobrados sem que tenham cara de monstros e, sim, de figuras existentes com uma correta intenção: ajudar a financiar a execução do que precisa ser executado na cidade, vilas e rodovias para que o município não tenha solução de continuidade quanto ao seu progresso material, visual e social, pois vive num século de velocidade. Velocidade nas ruas. Velocidade no trabalho, velocidade nos relacionamentos. Então, se a administração tem pressa e necessidades, todo mundo também tem.

Que ela faça a medida exata de sua capacidade financeira e, então, parta para a corrida que precisará fazer, sem obstáculos, para chegar ao pódio e poder levantar, lá nas alturas, o troféu com que sonhou ao pensar em governar novamente os seus 300 mil citadinos. É a nossa opinião.

O autor, Nadyr Serra, é o jornalista responsável do JC, delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado.

“Não importam os motivos da guerra. A paz é ainda mais importante que todos eles. No dia em que o ar se encher de amor todos cantarão em seu louvor”.

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