As discussões em torno das soluções para os problemas financeiros da Companhia Energética de São Paulo (Cesp) já começaram. A informação é da Agência de Notícias da Assembléia de São Paulo. Anteontem, o presidente da Assembléia, deputado Sidney Beraldo (PSDB), se reuniu com os secretários de Energia, Recursos Hídricos e Saneamento, Mauro Arce; da Fazenda, Eduardo Guardia; e com os deputados Cândido Vaccarezza (PT), Sebastião Almeida (PT), Arnaldo Jardim (PPS), e o líder do governo, Vanderlei Macris (PSDB), com a finalidade de debater alternativas que devem orientar os destinos da companhia.
A empresa do governo paulista é devedora e enfrenta problemas para saldar a dívida. Segundo o presidente Sidney Beraldo, a idéia é aumentar os ativos da Cesp para possibilitar a renegociação da dívida e encontrar soluções estruturais para médio e longo prazo. “Este grupo de trabalho estará realizando diversas reuniões para que em fevereiro possamos propor uma alternativa, talvez através de um projeto de lei”, afirmou Beraldo.”
A solução estrutural não é aquela de todo ano precisar de dinheiro e recorrer a empréstimos. A Cesp é a terceira maior geradora do País e precisamos equacionar a dívida com a sua receita”, disse Arce. Para o secretário, a capitalização da empresa pode ser conseguida mediante várias alternativas e as diversas reuniões que irão ocorrer podem apresentar caminhos para solucionar os problemas da empresa.
Mudanças na estrutura de capital da empresa, alongamento da dívida, aporte de capital novo, capitalização de ativos ou conversão de dívidas em ações foram as alternativas apresentadas por Guardia. “Primeiro estamos fazendo um estudo profundo sobre as dificuldades da Cesp, desenhando alternativas, algumas das quais foram encaminhadas ao BNDES”, informou.
Para o secretário da Fazenda, uma estrutura de capital mais sólida aumentará a capacidade para a rolagem da dívida junto aos credores. A empresa tem dívidas com o governo federal, BNDES e credores privados.
Questionado sobre a possibilidade de a empresa vir a ser vendida, o secretário afirmou que na reunião ocorrida na Assembléia essa alternativa não foi discutida. Segundo ele, o encontro serviu para iniciar um processo de discussão na busca de alternativas para a capitalização da empresa.