Polícia

DIG localiza no Roosevelt base telefônica usada para estelionato

Ieda Rodrigues
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Uma investigação feita em conjunto pelas polícias civis de Bauru, São José do Rio Preto e Tupã culminou com a localização, em Bauru, de uma edícula onde estavam instalada três linhas telefônicas que estariam sendo usadas por uma quadrilha de estelionatários. Duas pessoas procuraram a polícia - uma em Granada, região de São José do Rio Preto, e outra em Tupã - para reclamar que caíram no golpe. Elas perderam R$ 6,5 mil.

Os números dos telefones de Bauru eram publicados em anúncios de jornais da região de Tupã com ofertas de tratores e caminhões a preços abaixo de mercado. O golpe consistia em pedir ao interessado na compra um sinal de adiantamento.

“Após fazer o depósito do sinal para segurar o negócio, a vítima não mais consegue contato com o suposto vendedor”, explica J.J. Cardia, titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Bauru. Pelo que o delegado apurou, Bauru era usada pela quadrilha apenas como base telefônica.

“A pessoa que via o anúncio ligava para o número de Bauru, mas a ligação era automaticamente transferida para um número de celular e atendida, presumimos, em São Paulo. E Tupã era o local indicado no anúncio para a retirada do trator ou caminhão. Mas o endereço, é inexistente”, conta.

O imóvel, no Parque Roosevelt, foi alugado por um rapaz, que disse que mora em São Paulo. As linhas lá instaladas estão em nome de Marco Antônio Jacó. Agora, o delegado J.J. Cardia vai pedir à Justiça o desligamento das linhas e a quebra de sigilo telefônico, para tentar identificar e localizar os golpistas.

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