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Se puder, pague IPVA à vista

Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 2 min

Os primeiros meses do ano são sempre a mesma coisa para os proprietários de automóveis. É a hora em que quitar o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e o seguro obrigatório, também conhecido como Dpvat, tornam-se obrigações. Mas quais as melhores formas de cumpri-las se o dinheiro anda curto? Pagá-las à vista ou a prazo? Apelar para bancos ou instituições financeiras de crédito? Quais procedimentos adotar se nem o IPVA de 2004 ainda foi liqüidado?

O calendário de pagamento do IPVA entra em vigor depois de amanhã, com desconto de 3,5% para a cota única. A quantia também pode ser parcelada em até três vezes, mas sem o benefício do abatimento. Já o vencimento do Dpvat - seu valor é de R$ 56,77 -, ocorre na mesma data da primeira parcela ou do pagamento à vista do imposto.

O economista bauruense Said Yusuf Abu Lawi considera que escolher a solução mais adequada para cumprir com tais despesas dependerá, acima de tudo, da situação financeira do contribuinte. Apesar disso, ele ressalta que o melhor negócio é feito sempre à vista.

“O desconto de 3,5% oferecido pelo Estado é um bom estímulo. Isso porque as pessoas não conseguiriam, ao longo dos 90 dias, que é o prazo máximo do parcelamento do IPVA, obter rendimento igual a este percentual se possuíssem recursos em aplicações financeiras”, analisa Lawi. “Por isso, quem planejou com antecedência e separou recursos do 13º salário ou tem dinheiro para quitá-lo na cota única, não deve hesitar”, acrescenta o economista. Já quem não tem tanta “bala na agulha” para livrar-se do IPVA de uma só vez, Lawi afirma que a única saída são os parcelamentos. “Neste caso, se puder, a escolha mais vantajosa é a disponibilizada pelo Estado, pois não há juros exorbitantes”, enfatiza.

O economista justifica seu posicionamento argumentando que os parcelamentos via linhas de crédito em bancos ou financeiras ou a temível entrada no cheque especial devem ser considerados apenas “em último caso”. “Só se não houver outra saída, pois as taxas de juros são elevadíssimas. Pagar 4% já seria um absurdo, mas nos créditos pessoais elas giram, em média, de 5% a 6% e, no cheque especial, atingem até 8%”, frisa Lawi.

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