Os fabricantes de calçados femininos estão comemorando o desempenho de 2004 e traçam planos positivos para este ano. Nivaldo Hernandez, sócio-proprietário de uma empresa da cidade, por exemplo, pretende ampliar as exportações. “O processo de exportação começou há quatro anos. São várias etapas do contato, do envio de amostras etc. No ano passado cumprimos todas as etapas e o resultado foi bastante positivo.”
As vendas para o Exterior, até 2003, representavam cerca de 7% da produção do fabricante. Em 2004 saltou para 15%. A produção média anual da empresa é de 1.300 pares.
O mercado interno também não deixou a desejar. Cresceu cerca de 15%. “Nós não vendemos no varejo. Entregamos aos revendedores, que fazem a venda. 80% da nossa produção é comercializada para os Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.”
Já a exportação da empresa atende o mercado consumidor dos Estados Unidos, Cuba, Porto Rico, Costa Rica, Panamá, Argentina, Venezuela e Equador.
O crescimento da demanda no mercado interno e externo gerou novas vagas na empresa. “Tivemos que contratar mais pessoas. Nossos funcionários são fixos, não temporários.”
Maior feira da AL
O empresário está animado para participar da Couromoda deste ano. “Já participamos há quatro anos tanto da Couromoda como da Francal. No ano passado foi bom e esperamos que este ano continue. Pretendemos fechar a produção de dois a três meses.”
Na feira, o fabricante vai expor sapatos fechados para o mercado interno. “Para exportação vamos levar o fechado e sandália, porque há compradores de diversos países onde o clima favorece só o calçado aberto.”
A preferência das mulheres americanas, por exemplo, segundo Hernandez, são por mules e calçado chanel. “Nesta coleção estamos usando muito o couro no acabamento natural, algumas combinações de tecidos, especificamente com o tweed.”
Na opinião dele, a fabricação de bolsa alavanca as vendas na feira. “Há uma combinação entre o sapato e a bolsa. Há quatro anos estamos fabricando bolsas.”
Vendas no varejo
As vendas de calçados femininos tinham um aumento em torno de 10%, na avaliação da gerente de loja Ana Cláudia Dewnides Mulero Faraco. “O chanel é o mais procurado. Estamos entrando com a linha retrô, que deve ser a vedete da próxima estação.”
Ela comenta que recebe clientes do Brasil todo. “Vem gente do Brasil inteiro. Nossas vendas se concentram na região Sul, Sudeste e Centro Oeste. Vendemos menos para o Nordeste porque nosso estilo é mais fechado e lá o clima exige os modelos mais abertos.”
A empresa vai participar de uma feira, de menor porte, na Capital, no Hotel Pestana, que é desenvolvida paralelamente à Couromoda. “Nossa expectativa é muito positiva. Normalmente, faz-se bons negócios.”