Regional

Número de visitantes quase dobrou nas concentrações de lojas

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

A maior concentração de lojas de sapatos em Jaú está no Território do Calçado, com 72 estabelecimentos. O movimento de consumidores, tanto no varejo como no atacado em 2003 era de cerca de 35 mil pessoas/mês. No ano passado, o número saltou para uma média de 60 mil/mês.

Otimistas, os fabricantes ampliam o espaço e em 2005 o shopping terá mais 42 lojas. “Estamos diversificando com ênfase nas bosas, um acompanhamento ideal para o calçado feminino. Estamos percebendo que há potencial para esse comércio. Teremos também outros tipos de mercadorias”, explica o administrador, José Luiz Batista de Lima.

Segundo ele, o ano de 2004 foi fechado com chave de ouro, embora ele não tenha estatísticas. “Os fabricantes detém o número de pares produzidos e vendidos.”

Com um público crescente, as lojas tiveram que aumentar o número de funcionários e, com isso, fizeram baixar o desemprego na cidade. “Em 2003, a média de funcionários era de 150. Hoje temos 250 funcionários só nas lojas. Há ainda os temporários, contratados para trabalhar nos finais de semana, quando o Território recebe a visita da população da região.”

Para o administrador, o shopping é um show- room dos fabricantes. “O fabricante mostra seu produto ao público e isso provocou uma aproximação maior entre eles. Antigamente, o fabricante tinha só a opinião do revendedor. A venda era feita através do mostruário.”

O contato entre as duas partes mudou o comportamento do fabricante, diz Lima. “Ele sabe o que o consumidor procura e fabrica aquilo que vende. Ele pode sentir se há modificações a fazer e faz quando aquilo pode significar vendas maiores.”

O planejamento das fábricas, segundo o administrador colocou fim nas férias coletivas da produção. “Houve uma diversificação de produtos e atualmente as fábricas trabalham com pedidos de dois ou três meses. Aqui o atacadista pode comprar a quantia que quiser, no modelo e número que desejar.”

De acordo com ele, os calçadistas de Jaú estão vendendo para outras regiões do País. “Hoje, Jaú exporta para outras regiões Norte e Nordeste onde o clima requer sapatos próprios, ou seja os abertos, isso ajuda a diminuir a entresafra da produção.”

Cadeia produtiva O pólo calçadista de Jaú é composto por 60 indústrias de calçados e 800 prestadores de serviços, classificados em pequenas empresas, comenta o presidente do Sindicato das Indústrias Calçadistas de Jaú, Caetano Bianco Neto.

A cadeia produtiva está firmada, segundo Neto. “Temos praticamente tudo. O que não temos aqui, tem na região. São 180 curtumes em Bocaina.”

De acordo com ele, em Jaú tem curtumes, acabadoras de couro, fabricantes de sola, injetados tanto de salto como de sola, pré-fresados que fazem a sola de couro, fivelas e na região há couro sintético. “As cartonagens é um exemplo dos prestadores de serviço que já anda com as próprias pernas. É o terceiro pólo cartanageiro do Brasil. Eles fabricam embalagens coletivas."

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