Ó, queridíssimo Senhor, nosso único veríssimo Pai, único e absoluto, em que vivemos sob vossa infinita presença sobre nós. Estamos vivendo mui profundamente preocupados quando, certamente, com a disposição de manifestar-se à catástrofe da terrível tragédia avassaladora, capaz de provocar tudo, sob tantos sofrimentos de perdas e mortes, sacrifícios e perdidos, sofrendo ao deus dará quando foram salvos. Nosso Senhor Jesus, do que é que se trata, nosso Pai? Por acaso permitistes que apenas os animais pesados se livrassem das presentes ondas gigantes na Ásia, África e dos demais países atingidos, no pior desastre natural da história moderna? Vós, Senhor, por acaso estaríeis experimentando no mundo um grupo de cerca de 200 mil humanos, terráqueos ainda vivos? Entretanto, Senhor, os fatos já haveriam ocorrido no presente ensejo, cuja presença do que foi “descoberto o local de milagre de Jesus”, em Jerusalém, no “local estudado desde o século 19”, do “Novo Testamento”, e “onde Cristo deu a visão a um cego de nascença”, que após fazer com que o cego cobrisse seus “olhos com barro” e lavando-se na “Piscina de Siloé, Cristo deu a visão ao cego o qual “passou a enxergar”, segundo “diz o Livro de João, no Testamento”.
Contudo, nosso senhor Jesus, vejamos:
1) A iniciação dos tremores e terremotos no Sri Lanka e Indonésia, às voltas com forte terremoto também em Bangcoc, Tailândia e Malásia, deixando em princípio 12 mil pessoas mortas deixadas na praia da Índia e “no chão de um hospital, além de pelo menos 400 pescadores desaparecidos”. À infelicidade se anexa na possível presença das maldades do terrorista Ossama Bin Laden, enquanto as “mulheres indianas” choram seus mortos.
2) No decorrer dos dias mais críticos, “o número de cadáveres cresce de forma dramática”. Na Tailândia, as casas foram destruídas, em Banda Aceh buscam identificar famílias; em Indiana, a procura de parentes nas fotos dos corpos.
3) Se na força dos maremotos, que por felicidade não matou todos os que envolveu, o milagre está presente, resta apenas encontrar-se a si próprio agradecendo a Deus. Assim é que, se nos fins do ano velho, tornando triste as festas na virada do ano, que deveria ser só alegria do Ano Novo.
De dezembro passado, a infelicidade na Indonésia usa-se “máquina para enterrar corpos em valas comuns”. A consolação, entretanto, está na contrapartida dos valores humanos contando com milhões de pessoas desabrigadas que, certamente, suponho que você, nosso Deus, já preservou os menos felizes, para os quais deveriam caminhar na direção dos vossos enviados na seqüência aos vossos destinos a que cada um encontrará... Fico por aqui.
O autor, José Almodova, é professor universitário e foi professor da ITE-Bauru e da Unesp). É Jornalista Colaborador do JC. E-mail:almodova@ig.com.br