Eu, meu marido e meus dois filhos somos cinéfilos de carteirinha e aproveitando a onda de cartas a respeito de nossas salas de cinema publicadas nesta coluna resolvemos expressar nossa opinião também.
Em primeiro lugar nem podemos considerar o Cine Bauru como um cinema por problemas já elencados em cartas anteriores: cadeiras destruídas, sujeira, funcionários mal treinados, pernilongos, problemas técnicos constantes durante as projeções... O Cine Center até que tentou, melhorou suas instalações, mas o som... ah, este continua o mesmo; desistam de assistir a filmes nacionais.
Em segundo lugar vamos tratar do preço: é um absurdo cobrar dez reais em média por um ingresso. Citando como exemplo minha família gastamos trinta reais só para entrar (cada criança pagando meia entrada ) mais uns vinte reais para pipocas e refrigerantes. Me digam como uma família brasileira tem condições de gastar cinquenta reais para assistir a um filme?!
As quartas-feiras temos a promoção de meia entrada mas como um trabalhador (a) pode chegar ao cinema às 16h para guardar lugar na fila e garantir seu ingresso? É óbvio que todos preferem este dia para assistir seus filmes preferidos.
Em Belo Horizonte, onde estive recentemente, paga-se doze reais para assistir a três filmes consecutivos em uma grande rede de cinemas. Tem-se diversão com qualidade e preço justo. Nunca conseguiremos isto até findar o monopólio das salas de projeção em Bauru. Lembremos daquele velho ditado: se quer quer se não quer tem quem quer.
Confirmamos esta situação através da atitude da direção dos cines, ou seja, nenhuma! Nem sequer uma notinha no jornal para responder aos massivos “ataques” de seus clientes indignados. Que comerciante sensato agiria desta forma?
Faço um apelo aos senhores empresários que queiram investir em nossa cidade: pensem com carinho em salas de cinema!
Fabiana Duarte de Figueiredo - RG 21.281.109-5