É notório que as mulheres são a nova classe dominante no mercado de trabalho e em boa parte dos lares.
Os homens encontram dificuldades em aceitar esta nova postura feminina. Devido a esta perda de hegemonia aliada a uma boa dose de incompreensão, afastam-se das mulheres por sentirem-se menosprezados (e o são).
As mulheres, por sua parte, afastam-se dos homens para não submeterem-se a nenhum tipo de interferência masculina em suas decisões. Talvez por revanchismo ou por “autoproteção” elas assumiram um comportamento tão ou mais machista que o dos próprios homens.
Enquanto as partes não chegam a um acordo que os satisfaça, vão tornando-se cada vez mais solitárias. Na ânsia de se protegerem do que chamam de “sofrimento”, constroem um muro em torno de si, tão alto que impede até mesmo a aproximação do que poderia vir a ser puro momento de alegria.
Carregamos dois dragões dentro de nós: um que quer ficar só, não dividir alegria e nem sofrimento. O outro que quer sair, ter alguém a seu lado para falar sobre coisas da vida, de ambos.
Qual deles sobreviverá?
- Qual você alimentar mais!
Não esperem que seja tarde demais para que derrubem-se os muros, ou, talvez, estarão fadados a envelhecerem tendo por companhia apenas uma rosa.
A minha rosa quero dividi-la com quem me ajudar a plantá-la e não me deixar esquecer que é com a cumplicidade da terra que existe o milagre da flor. Ainda há tempo!
José Reginaldo Furtado