Economia & Negócios

Polícia deslacra bombas em posto de combustíveis

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 2 min

O delegado titular do 4.º Distrito Policial (DP), Dinair José da Silva, deslacrou ontem as bombas de gasolina do Posto Redentor, localizado na quadra 6 da rua Rafael Pereira Martini. No último dia 10, o estabelecimento foi alvo de uma operação conjunta entre Polícia Civil e Ministério Público Federal (MPF), que culminou com a lacração das bombas por suspeita de adulteração do combustível.

No mesmo dia em que a operação denominada “auto de deslacração, remoção e lacração” foi realizada (ontem), o proprietário do posto, Maurício de Carvalho, recebeu o laudo de um laboratório localizado em São José do Rio Preto informando que as duas amostras de gasolina analisadas estão dentro da conformidade.

Na operação do dia 10, testes realizados por um técnico do MPF acusaram a presença de 50% de álcool na composição da gasolina, sendo que o permitido é 25%.

Contudo, o delegado do 4.º DP explica que o deslacre das bombas, ontem, não foi motivado pelo laudo do posto. “Para nós (polícia), o resultado oficial será o da análise solicitada pelo MPF ao Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) de São Paulo. O deslacre das bombas já seria feito pelo princípio da inocência, ou seja, o dono do posto é inocente até que se prove o contrário. Mas não é ele que vai provar isso, e sim a análise oficial do IPT”, detalha Silva.

Segundo o delegado, as bombas foram deslacradas porque a gasolina suspeita que estava nesses tanques foi retirada de lá e colocada em outro compartimento, que também foi lacrado pela Polícia Civil ontem.

O proprietário do posto diz que sua advogada, Ellen Cristina Sé Rosa, vai entrar na Justiça com uma ação de danos morais contra o Estado. “Desde o dia da operação que lacrou as bombas, o movimento no meu posto despencou.” O MPF aguarda para segunda-feira o resultado das análises do combustível que estão sendo feitas pelo IPT.

Na última terça-feira, os documentos referentes à operação do dia 10 foram encaminhados pelo titular do 4.º DP à Polícia Federal (PF). Mas no dia seguinte, foi tudo devolvido à Polícia Civil sob a alegação de que não fora cometido crime contra a União, e sim contra o consumidor - esfera estadual no entendimento da PF. O delegado Dinair da Silva já instaurou inquérito policial, que deverá ser concluído em 30 dias.

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