Cultura

Vida noturna

Diego Molina
| Tempo de leitura: 4 min

Não há como negar que a vida noturna de Bauru é a mais agitada da região e está em pé de competição com outros municípios notórios por seus bares, clubes e restaurantes, como Marília e São José do Rio Preto. As opções de bares noturnos são muito variadas e não são em pequeno número. Assim, pode-se dizer que entre os adolescentes, jovens e adultos, principal público dos estabelecimentos, só não sai de casa quem não quer, certo?

Nem sempre. Apesar da variedade e diversidade de ambientes, ainda há muita gente que considera a noite de Bauru restrita e sem opções. Nesta reportagem, o JC Cultura faz um retrato da noite bauruense, destacando bares e casas noturnas, especialmente da região central e da Zona Sul - áreas que concentram os principais pontos de encontro da cidade. Há, ainda, diversas opções de cafés, petiscarias, restaurantes e chopperias, inclusive com música ao vivo, que também são alternativas certas de diversão para o público.

Dentre as principais reclamações ouvidas pela reportagem, está a falta de identificação com o público dos ambientes, diferentes preferências musicais e até mesmo atendimento ruim. É o caso do universitário Rodrigo Andrade Barreto, que mora em Bauru há quatro anos e não costuma freqüentar os bares da cidade.

“Eu gosto de sair, adoro sentar num local agradável e tomar uma cerveja com meus amigos. E também gosto de sair para dançar. O lance é que Bauru não tem um bar ou boate que toca as músicas de que eu gosto”, diz o jovem, que é fã de música eletrônica, especialmente trance e electro, e odeia “músicas de barzinho”.

Outra coisa que incomoda Barreto é a aglomeração exagerada de pessoas em alguns estabelecimentos. “O pessoal de Bauru tem esse costume de parar em lojas de conveniência de postos, que eu acho meio bobo. Também não gosto daquele monte de gente parado em frente a alguns bares no domingo à tarde. Sinto falta de uma boate que tenha um DJ bom. Conheci a W outro dia e gostei, mas a cidade também não tem tradição de raves, o que é uma pena”, lamenta o universitário.

A publicitária Helena Silvestre também queixa-se da falta de opções na vida noturna da cidade, mas isso não é motivo para prendê-la em casa. “Eu acabo acompanhando meus amigos nos bares ou nas boates. Gosto muito do Bar da Rosa, onde vai o pessoal universitário e mais descolado. O som que eu gosto de ouvir e dançar só toca mesmo no Audio Galaxy, que tem uma programação um pouco mais alternativa. Gosto muito do Armazém (Bar) também, quando estou a fim de ouvir um rock”, revela.

Happy hour

Enquanto alguns preferem agrupar os amigos em casa, outros não dispensam o chopp de final de tarde. Para esse público, as opções são muitas em Bauru. Anteontem, as amigas Eloísa Elena Turbiani e Lígia Serrano curtiam uma cervejinha e o som ao vivo do Esquina Carioca. Elas contam que têm costume de sentar em algum barzinho no happy hour, depois do trabalho, e aproveitam para colocar o papo em dia.

“É a primeira vez que a gente vem aqui. Passamos, vimos que tinha música ao vivo e decidimos parar”, comenta Eloísa. Segundo Lígia, as amigas sempre procuram ambientes mais descontraídos para sair, especialmente com música ao vivo.

Já os estudantes Amelisa Bailoni, Luiza Soares e Guilherme Meira curtem os finais de tarde tomando um suco no Açaí. “Todo dia, nesse horário, a gente pára aqui, depois de caminhar na Getúlio. A gente fica por aqui, vendo se passa algum paquerinha (risos)”, assume Luiza.

De acordo com Amelisa e Meira, o que os atrai na hora de escolher um barzinho ou boate é o público que freqüenta o local. “A gente vai muito ao Los!, Caju e na Havana para dançar. São lugares onde está o pessoal que conhecemos, então todo mundo acaba indo para lá”, comenta a adolescente.

Os amigos Roberta Quaggio, Daniel Guarnetti dos Santos e Carlos Eduardo Tagliavini também costumam emendar os exercícios na avenida Getúlio Vargas com a cervejinha do começo da noite. Anteontem, sentados no Mais Espetinhos, eles ressaltaram que o que mais os atrai nos ambientes que freqüentam é a presença de pessoas bonitas e descontraídas, além do bom atendimento.

“Estamos aqui pelo menos uma vez por semana, mas costumo sair sempre. Vou muito ao Jack, na sexta-feira”, relata Santos. Roberta completa que também curte passar pelo B.B. Batatas. “Vou sempre de domingo à tarde, para encontrar todo mundo. Também gosto muito do Jeribá. Em comum, esses são lugares que tem gente bonita e um bom astral”, conclui.

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