O casal Maria José Paleari Previero e João Natal Previero tiveram quatro filhos, três homens e uma mulher. Quando a caçula alcançava a maioridade, nasceu a primeira neta, hoje com 12 anos, a Eduarda. A partir de então, a casa deles, no município de Iacanga, começou a passar por modificações. A primeira delas foi a instalação de uma casa de boneca, que cabe as crianças dentro.
A casinha é usada até hoje, mas o quintal ganhou novos ‘adereços’: tem copinha, fogão e geladeira cheia. Os ‘equipamentos’ fazem parte do ‘arsenal’ de brinquedos que as netas carregam para a casa da vó durante o período de férias escolares.
O casal de professores aposentados diz que a casa sempre foi cheia de crianças. “Mesmo quando os meus filhos já estavam criados, a casa ficava cheia de criança. Nessa época, os nossos sobrinhos ocuparam o espaço deixado pelos nossos filhos. Eles eram mais novos.”
O casal confessa que a casa fica mais alegre e ‘bagunçada’ quando as meninas chegam. “Tiramos todos os tapetes da casa para evitar acidentes e também porque com elas chegam os cachorros. Elas usam a piscina e entram na casa molhadas. Para não ter que tirar a liberdade delas, optamos por tirar os tapetes.”
A mesa do churrasco também muda de lugar. “A mesa fica ao lado da churrasqueira. Para facilitar servir as refeições, nós optamos por colocá-la na varanda do fundo. “Porque além delas, vem as amigas para o café da tarde.”
Na casa da vó, as netas podem tudo, explica o casal. “Elas adoram a piscina. Acordam e já colocam roupa de banho. Comem pouco para poder nadar, porque já sabem do perigo da indigestão.”
O número de brincadeiras na casa da vó se multiplica, a cada minuto, diz a avó coruja. “Elas inventam todo tipo de brincadeira. Montam casinha, brincam de boneca, fazem restaurante, assistem filmes etc.”
Cardápio diferenciado
Um copo com biquinho cheio de leite com chocolate, batizado de tetê. Este é o café da manhã da Letícia Previero Ticianelli, 6 anos, levado na cama pelo avô João Natal Previero, que faz questão de dar esse ‘carinho’ para as netas.
De acordo com ele, a Eduarda, de 12 anos, gosta de pão de queijo. “Eu levo o café na bandeja do jeito que ela gosta. Cada uma tem suas preferências.”
Além da diferença na refeição matinal, os avós fazem questão de agradar as netas. “Todo dia tem bolo. No jantar, elas gostam de comer miojo. Inventaram um omelete com arroz. Elas pegam uma receita e desenvolvem do jeito delas.”
O arroz doce, o pudim, a mousse de uva, os bolos e o pão da vó são algumas das ‘comidinhas’ típicas da casa. “A cada dia, elas escolhem um doce. Os bolos são os preferidos. Elas gostam de bolo de chocolate, laranja e cenoura”, diz a avó.
Para atender todos os pedidos das netas, os avós não medem esforços. “É claro que o consumo de água e energia elétrica aumenta. Elas sujam muitas roupas, mas nós não computamos isso, porque para a gente é um prazer recebê-las em casa.”