A chácara dos Perches, na área urbana de Pirajuí, é o ponto de encontro da família nas principais datas comemorativas do ano. Durante as férias escolares, a propriedade vira um grande abrigo dos netos, que se revezam em vários períodos, conta a avó, a professora aposentada Cecília Kroll Perches.
O casal Cecília e Sérgio Perches tem 16 netos e dois bisnetos. “Cada um mora em um lugar. Nas férias, eles vão chegando, cada um em um período. A casa sempre está cheia. Eu moro na cidade, mas mudo para a chácara quando eles chegam, porque aqui tem mais espaço e diversão para eles.”
Os netos moram nos mais diversos pontos do País. “Tem alguns que ainda moram com os pais. Outros estudam fora e há dois que já casaram. Tenho filhos e netos nas cidades de Bauru, Pirajuí, Ribas do Rio Pardo (Mato Grosso do Sul), Ribeirão Preto, Londrina, Campinas, Vila Velha (Espírito Santo), Piracicaba e São Paulo.”
A avó confessa que receber os sete filhos, os 16 netos e os dois bisnetos é uma delícia. “Sinto a maior satisfação em poder conviver com eles. Eles não dão trabalho algum. Todo mundo coopera na hora de fazer comida, limpeza e cuidados com as crianças.”
As roupas de cama e as pessoais cada um toma conta da sua, comenta a avó. “Eles trazem na bagagem as roupas de cama e toalhas. Eu também tenho uma secretária que me auxilia.”
A professora aposentada diz que divide os netos com outros parentes. “Alguns já cresceram e vão para outros lugares, mas não deixam de passar alguns dias aqui.”
Coruja de carteirinha, a avó frisa que os netos se dão muito bem. “Eles não brigam entre si. Um ajuda o outro. Eles conversam muito, brincam bastante e me dão muita alegria.”
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Lema: na casa dos avós pode tudo
Um quadrinho que fica pendurado na casa da chácara da família Perches já avisa qual é o lema do casal. “Pode tudo”. A avó confirma. “O mais importante é a convivência familiar, que eu prezo muito.”
O filho dela, Paulo Fernando Perches, enfatiza que a casa de seus avós e a convivência com eles foi muito importante para sua formação. “Eu convivi com os meus e foi uma delícia. A casa era grande e ainda me lembro que apanhava frutas no quintal. Tinha manga, carambola e jabuticaba.”
Como pai, ele diz que pretende, assim que se tornar avô, repetir a lição da família. “Quando tiver netos, quero cuidar deles na mesma proporção que meus pais.”
Ele lembra que no ano passado, para comemorar os 56 anos de casado de seus pais, todos os filhos se reuniram. “Foi muito bom ver a família reunida. Nas férias, em cada período tem uma turma na chácara.”
Visão de nora
A nora de Cecília Hroll Perches acha que a avó mima os netos, inclusive seus filhos, demais. “Ela faz todos os gostos deles e dá mal costume, mas eu levo isso numa boa.”
Ela lembra, e a sogra confirma - que, apesar das mordomias, os netos respeitam os avós. “Eu nunca precisei levantar a voz com eles. Basta eu falar que eles obedecem.”