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Falta da família gera reclamação

Michelle Roxo
| Tempo de leitura: 1 min

O distanciamento da família é uma das principais queixas dos presos idosos, segundo a psicóloga do Instituto Penal Agrícola (IPA), Patrícia Gonçalves Dias.

Ela afirma que a maior parte dos detentos acima de 60 anos está na prisão há um longo período e envelheceu dentro do próprio sistema. “São pessoas que estão há mais tempo longe da família, que passaram a dar valor a outras coisas. E como estão realmente percebendo que a idade está chegando e perderam muito tempo da vida na prisão dão muito valor a isso (família)”, diz.

O discurso de alguns detentos entrevistados pelo JC aponta essa angústia. Carlos Gomes, 66 anos, afirma que seu maior arrependimento é ter passado boa parte da vida longe do convívio familiar. “Meu maior arrependimento é não ter visto meus filhos crescerem ao meu lado”, diz.

O sentimento de solidão e arrependimento é constante entre os detentos mais velhos, segundo o preso Maurício Borges, 64 anos. “Ainda mais nessa idade, a gente se sente sozinho. A gente fica pensando por que veio parar nesse lugar”, diz.“É difícil, a gente fica assim, pensativo”, define o detento.

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