Tribuna do Leitor

Indignação


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A “indústria” da multa está ficando cada vez mais abusiva.

Acredite que hoje (19/1/2005), neste dia de chuva, meu colega de trabalho foi fazer a gentileza de ir até a minha casa me buscar. Quando estávamos chegando na frente do nosso trabalho, estava tendo uma blitz policial.

Assim que viramos a esquina soltei o cinto de segurança para descer do carro, pois já estava atrasada. Enquanto meu colega ia estacionar o carro, o policial mandou ele parar e disse que eu (passageira) estava sem o cinto de segurança.

O policial pediu os documentos do carro e caminhou até o carro de polícia. Achei que ele teria caminhado até o carro para verificar através do rádio se tinha alguma irregularidade no documento ou mesmo no carro. Engano meu, ele foi até o carro para preencher a multa. Nem tivemos tempo de argumentar, que eu iria descer do carro, pois estava na frente do meu local de trabalho.

Quando ele voltou com o papel da multa preenchido, me disse que não teria como não aplicar a multa, pois o motorista da frente também teria recebido uma multa por irregularidade e como ele aplicou no outro não tinha como liberar a gente.

E pior ainda: me disse que era para a gente recorrer. Agora, você que já passou por tal situação, me diga se existe recurso? É a nossa palavra de simples cidadão contra a de um policial.

A multa sai no endereço do meu trabalho, me diga se isto não é motivo de revolta?

Patrícia Bernadete Bortone Medina

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