Cultura

Escritores preferem não se envolver com a ABLetras

Diego Molina
| Tempo de leitura: 1 min

Em razão da história, da atuação, dos membros ou da postura política da Academia Bauruense de Letras, alguns escritores de Bauru preferem não se envolver em suas atividades. É o caso de Lázaro Carneiro, que pensa que o ingresso na associação não lhe traria qualquer benefício. “Não tenho iniciativa de procurá-los e, quando fui procurado, não me mostrei solícito a atendê-los e nem afável a essa idéia”, relata.

Para ele, a participação em uma entidade como a ABLetras cerceia a liberdade de criação do escritor, mesmo que a publicação e divulgação de suas obras fosse incentivada. “Precisaria ter uma vontade comercial muito grande e acabaria deixando a capacidade de criar, a liberdade ficaria em segundo plano. Tenho um livro que é até mal-educado para os padrões da academia, um livro rebelde. Não abri mão de nenhuma palavra para publicá-lo mas, se estivesse na academia, acho que precisaria de uma postura diferente. Posso estar equivocado mas, no momento, minha avaliação é essa”, comenta.

Na opinião de Carneiro, a academia não tem a função de priorizar as obras e a criação dos escritores, mas sim uma questão política, assim como a Academia Brasileira de Letras (ABL).

Já o escritor Luiz Vítor Martinello decidiu não participar da ABLetras como uma decisão pessoal, apesar de ter amigos na entidade e até participar de alguns encontros de escritores e poetas da cidade. “Estou numa fase em que não gostaria de entrar em nenhuma entidade ou associação. Converso com meus amigos de lá, mas não tenho nada a acrescentar. Porém, não tenho nada contra, acho uma associação sadia e necessária para a cidade, que tem uma atuação muito positiva em Bauru”, conclui.

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