O novo mandato do atual governo estadunidense floresceu mesclado de cores azuis claras e cinzas escuras. O presidente, que exerceu o cargo por quatro anos consecutivos e, agora, inicia mais quatro, foi claríssimo no manifesto da programação que pretende executar através do tempo que o enorme eleitorado lhe concedeu no recente pleito. São seus objetivos imediatos: tornar democráticos e pacíficos os países que ainda não o sejam. E como conseguir que a democracia passe a ser adotada pelas populações habituadas à ditadura e de que forma implantar a paz, substituindo a tirania no espírito das sociedades em que a desarmonia político-administrativa impera forçada por suas convicções? É o que as nações colimadas pelos propósitos de George W. Bush questionam entre si face à convicção de que o chefe de Governo aspira a democratização do mundo com o propósito absoluto de garantir a segurança de seus domínios. Mais de 60% dos estadunidenses duvidam seriamente de que o terrorismo grassante em várias regiões planetárias caia por terra, misturando-se com a areia movediça dos solos mal conservados ou desagregados, como os do Iraque, onde há 20 anos os conflitos acontecem, pondo em litígio as seitas religiosas. Aliás, afirma o presidente reeleito, que “sendo a política dos Estados Unidos apoiar governos democráticos e eliminar a tirania, lançará mãos de armas quando necessário para alcançar seu objetivo”. E acrescentou que as guerras vão continuar onde quer que for preciso! “Então, os povos tratem os semelhantes de forma correta, conscientes de seus direitos a integral segurança”. Terminou George Bush lembrando máxima de Abraham Lincoln quando disse: “Aqueles que negam liberdade aos outros não a merecem para si”. Tem razões, então, o presidente, exceto quanto à propensão para que as guerras prossigam até quando imprescindíveis.
O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC, delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado.
“Da conversão coletiva e pessoal dependem os destinos da gente e o futuro da humanidade”.