Tribuna do Leitor

Fim do tabu


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Esta palavra, de origem polinésia, designa algo proibido ou sagrado. É composta pelo radical “ta” e um superlativo “mu” ou “pu”, tornando-se, assim, marcar muito bem marcado.

Já vi gente teimosa, mas igual aos políticos brasileiros... Tá para nascer outra raça. Mesmo com a resolução do Supremo Tribunal Federal e com a determinação do Tribunal Superior Eleitoral estabelecendo o número de vereadores para cada município, ainda assim tem câmaras municipais desobedecendo a regra.

Aqui em Bauru, para não fugir à regra, a situação é exemplar. Nos meios políticos, ninguém está querendo acabar com as chamadas “sessões extras” da Câmara Municipal. Mais outra. Pelas condições de Bauru, bastaria apenas um assessor para cada vereador. Por que dois?...

Tudo isso mais os buracos nas ruas, o viaduto inacabado, o tratamento do esgoto que ainda não saiu do papel. Agora, no começo do ano, da nova gestão, problemas do lixo, da anexação do Ernesto Monte, afora outros que necessitariam muitas folhas do Jornal da Cidade para podermos falar neles.

E em nível nacional, os problemas de sempre. Saúde. Educação. O problema da criminalidade, da falta de segurança. O sucateamento das ferrovias. As estradas de rodagem... Por que a nossa moeda - o Real - não é aceita em vários países?

Por que a nossa cidade, o nosso Estado, o nosso Brasil tem de ser desse jeito?

Poderíamos perfeitamente viver em outro lugar, mas decidimos viver aqui. Sendo assim, que este seja o melhor lugar do mundo para se viver.

Trata-se de uma lei natural. Se existe algo, existe também o seu oposto. Se existem problemas é porque existem soluções. As soluções não são colocadas em prática, em primeiro lugar, falta vontade política.

Tudo isso constitui um verdadeiro tabu que a sociedade brasileira precisa destruir.

PS - Correção: em linguagem nativa “ta” significa “marcar”.

José Carlos Felix de Abreu - RG 9.914.647

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