Regional

Pirajuí registrou apenas três homicídios no ano passado

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

O índice de criminalidade da cidade de Pirajuí (58 quilômetros a noroeste de Bauru) não chega a assustar. Para uma cidade com cerca de 20 mil habitantes, ocorreram três homicídios no ano passado.

No ano anterior (2003) foram registrados um homicídio para 10 mil habitantes e no ano de 2002, nenhum crime desse tipo foi registrado no município.

Os assassinatos, segundo o delegado titular Ricardo Silva Dias, estão ligados ao relacionamento entre as pessoas, nada que possa ser previsto. “Um dos casos ocorrido no ano passado foi o sobrinho que matou o tio. Outro, eu suspeito que tenha relação com tráfico de drogas.”

Minha maior preocupação é com os furtos, eles estão, como na maioria das cidades, relacionados ao tráfico e uso de entorpecentes. “No ano passado e neste ano, fizemos vários flagrantes de porte de entorpecentes e tráfico. Prendemos uma pessoa forte nesse segmento.”

Drogas & furtos

O uso de drogas, na opinião dele, está intimamente ligado aos pequenos furtos que ocorrem na cidade. “O número de roubos está decrescendo de 2002 a 2004. De dez passou para sete e no ano passado foram seis. No mesmo ritmo caminha os furtos que em 2002 eram 154, passaram para 171 no ano seguinte e em 2004 caíram para 141.”

Ele acha que o usuário de drogas, quando não tem dinheiro para comprar, trata de praticar um furto para fazer a troca. Outra vertente apontada por ele é a chegada dos familiares de presos. “Há pelo menos dois mil presos nos dois presídios da cidade.”

Lado negativo

A existência de penitenciárias na cidade é fator que influencia no índice de criminalidade, ressalta o delegado titular Ricardo Silva Dias. “Os familiares começam a viajar todo final de semana para as visitas. Com o passar do tempo e uma série de outras situações, como o desemprego, decidem mudar para cá.”

Jovens e mulheres, filhos e esposas dos presos passam a viver na periferia da cidade e sendo mão-de-obra desqualificada, não arrumam emprego. “São poucas as alternativas. As mulheres se prostituem e os jovens começam a praticar pequenos furtos ou ainda, partem para a venda de drogas.”

As penitenciárias, lembra Dias, trazem benefícios econômicos para o município, porém, apresentam o lado negativo. “Todo final de semana chegam cerca de 60 ônibus com familiares de presos que consomem no comércio local, mas o índice de criminalidade aumenta.”

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