Na cidade de Agudos (18 quilômetros a sudeste de Bauru) os ladrões não tiveram sossego durante o ano de 2004. Dos 560 furtos registrados em 2003, o trabalho conjunto das polícias Civil e Militar consefez o número cair para 341.
A prevenção e a investigação lograram êxito em prender quadrilhas especializada em roubos o que fez com que os ladrões de menor potencial ficassem espertos.
O perfil do ladrão que age em Agudos não difere daqueles que agem em outras cidades da região. São homens com idade entre 20 e 30 anos, envolvidos com drogas ou com algum tipo de crime. Há ainda, os desempregados que partem para o crime como forma de solucionar problemas financeiros.
Os furtos são de pequena monta, preferencialmente eletrodoméstico e eletroeletrônicos fáceis de carregar. O índice poderia ser ainda menor, se houvessem mais homens e viaturas para o policiamento preventivo e investigativo.
Mesmo com um número de funcionários reduzido, o trabalho da polícia surte efeito positivo, avalia o titular Eron Veríssimo Gimenez. “Os cinco homicídios ocorridos no ano passado estão esclarecidos.”
Ele cita dois casos como exceções. “Um dos crimes foi passional. O ex-marido tentou matar a ex-mulher. Mas acabou atingindo a cunhada. E um latrocínio que teve início em Lençóis Paulista. O taxista foi jogado em um dos trevos de Agudos. Em menos de dez dias elucidamos o caso. Os autores eram menores de idade e estão na Febem.”
O caso mais chocante foi de uma menina encontrada morta. “Ela foi encontrada num canavial. Estava nua com sinais de violência sexual. O autor foi preso em 12 dias, estávamos no período eleitoral, o que atrapalhou um pouco.”
O número de roubos ocorrido em Agudos durante o ano de 2004 foi menor do que os ocorridos nos dois anos anteriores. Em 2002 foram 59 e 2003 74, no ano passado foram 54.
O segredo da contenção desse tipo de crime foi a prisão das quadrilhas. “Tivemos alguns casos de roubos. Um em um posto de combustível, prendemos quatro maiores e apreenderam três adolescentes.
Os roubos em residência, efetuados por pessoas encapuzadas não ficaram para trás. “Conseguimos desbaratar duas quadrilhas que agiam encapuzadas. Elas eram integradas por pessoas de Bauru, Agudos e Lençóis Paulista. Num dos casos contamos com o auxílio da DIG/Garra de Bauru.”
Num outro caso, os autores foram presos por policiais militares e civis próximo ao Fórum. “Uma das pessoas era fugitivo de cadeia. Foi necessário provar que as pegadas deixadas por eles no jardim, eram do tênis apreendidos em seus pés. Os dois estão sendo responsabilizados pelo crime.”
Para o delegado, alguns bairros preocupam a polícia, mas ele garante que esses locais estão sendo monitorados. “Há seis anos o bairro mais violento era Taperão. Atualmente é a Vila Simões, Pampulha e Vienense. É lá que concentramos nossa atenção, tanto na prevenção como na repressão.”
Ele explica que os locais de maior incidência de crimes estão mapeados.