Na semana passada, o senhor secretário de Estado da Administração Penitenciária anunciou um rodízio entre os dirigentes das Unidades Prisionais do Estado de São Paulo, com mais de cinco anos de exercício na função. Quero dizer que as Penitenciarias I e II de Bauru são uma das poucas dentro do Estado que não concentram “comando” das chamadas facções criminosas (fato este que já levou funcionários e dirigentes a receberem ameaças de morte por parte destas facções). Esta falta de elementos de facções criminosas deve-se a um bom, eficaz e ininterrupto trabalho dos dirigentes e com total apoio, desempenho e perseverança dos demais funcionários. Agora, estranhamente, o exmo. secretario anuncia estas mudanças.
Pergunta: A quem interessa estas mudanças? Será motivada por pedido político? (Algum “afilhado” político deseja estes cargos?) Ou será algum “castigo” a estes dirigentes? Ou simplesmente informações desencontradas, levadas ao exmo secretário, que realiza um ótimo trabalho em seu cargo, mas que pode estar sendo mal informado e, assim, sendo levado a realizar estas mudanças? Devemos nos lembrar que há mais de cinco anos as penitenciárias I e II de Bauru não são manchetes na mídia de Bauru e/ou Estado por registro de fugas em massa, motins ou rebeliões. Neste período não houve morte violenta dentro de seus alambrados ou fugas espetaculares, e, sendo assim, este é o prêmio dado ao aos dirigentes e aos funcionários?
Neste período, as penitenciarias I e II de Bauru, foram noticias, sobre as parcerias com empresas em atividades laborterápicas (mais de 70% do sentenciados das unidades trabalham); em atividades culturais e educacionais, desenvolvidas por universidades de Bauru e região; por eventos realizados dentro da Unidade e com apoio e mobilização de vários segmentos da sociedade; pelo tratamento digno e respeitoso para com o sentenciados, na difícil tarefa de ressocialização dos mesmos. Mas parecem não estar agradando alguém. Ou seja, o certo é trabalhar errado. Só por causa desta notícia de rodízio dos dirigentes, os sentenciados já estão em clima de tensão, temerosos pela possível chegada de elementos das varias facções criminosas, que possam a vir ser transferidos para as unidade de Bauru.
Onde está o senhor deputado Pedro Tobias que se dizia, na campanha eleitoral do senhor Caio Coube, tão amigo do governador e a tudo isto assiste, sem tomar uma atitude? E as demais forças políticas municipais e da região? Desejam rever aquelas cenas de fugas em massa e mortes. E a insegurança, não só para os funcionários das unidades (que também são pagadores de impostos e eleitores), mas para toda a população do município? Não conta? O problema está aí e espero que estas autoridades mobilizem-se para que o velho ditado seja cumprindo: “Em time que está ganhando, não se mexe”.
Sueli Aparecida de Jesus - RG 18.479.155