Tribuna do Leitor

Polêmica "Ernesto Monte"


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Por que o Catête, se podemos ter o Alvorada?

Quando Nilson Costa passou a suprir a ausência de Izzo Filho, por afastamento, na Prefeitura Municipal de Bauru, fizemos uma sugestão que veio a ser publicada pelo Diário de Bauru, bem como pelo Jornal da Cidade, página 26, na “Tribuna do leitor”, dia 4 de fevereiro de 1999, sob o título “Estação ferroviária da NOB”.

A prefeitura ocuparia o prédio da estação da ex-NOB, abrigando nela todas as suas dependências para o bem da praça Machado de Mello, de sua revitalização e das primeiras quadras da rua Batista de Carvalho, beneficiando o povo e a cidade.

O público seria atendido no saguão (onde existiam as bilheterias), enquanto as linhas 1 e 2 seriam aterradas, transformando-se em estacionamento, com entrada pela rua 1.º de Agosto, entre o prédio do Museu Ferroviário e o da própria estação, saindo pelo outro lado, da ex-Sorocabana.

A 3.ª linha seria conservada e nesta ficaria estacionada a composição do Museu (Locomotiva 278, carros de administração, etc.). Mais tarde, com a implantação do trem turístico e se Deus quiser, entre Bauru e Avaí, os passageiros poderiam embarcar e desembarcar da composição na terceira linha ou terceira plataforma.

Os dois andares do prédio majestoso (1.º e 2.º) seriam reformados para receberem todas as secretarias municipais e ainda teria o térreo para ocupar com outras seções.

Onde funcionou um estabelecimento bancário ultimamente e que no início da década de 1940 serviu como bar e restaurante da estação voltaria a ter a mesma finalidade (bar, lanchonete, restaurante, etc.).

O gabinete do prefeito seria instalado onde, antigamente, era a sala do diretor ou superintendente, com sacada para a praça Machado de Mello.

Comprovando-se essa ocupação, após entendimentos com o governo federal, a municipalidade estaria conservando e preservando o valor histórico do prédio e seria considerado para a cidade, para o Estado e para todo o Brasil como o mais belo, mais majestoso edifício de uma prefeitura municipal, até então instalada, como uma homenagem aos milhares de ferroviários que trabalharam nas três ferrovias - Sorocabana, Noroeste e Paulista.

Vivaldo Pitta - diretor do Museu de Avaí

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