Bonfim jogou bem e fez o gol solitário da sofrida vitória do Noroeste, por 1 a 0, enquanto Ricardo Miranda e Gilmar Fubá foram os principais destaques da partida. Porém, quem roubou a cena foi Israel de Jesus, técnico da Matonense - ou da Futura Esportes.
Ele chegou ao Estádio Alfredo de Castilho mandando beijinhos para todos, dizendo que é fã do Celsinho (Celso Zinsly) e que seu esquema tático, denominado ‘roleta’, vai dar o que falar.
Está acontecendo uma batalha judicial entre a Matonense e a empresa de marketing esportivo Futura Esportes, com sede em Jundiaí. Os dois lados brigam para disputar o campeonato, e a empresa já conseguiu algumas liminares. O elenco da Matonense foi montado por Oberdan Francisco da Silva, que era funcionário da Futura e acabou virando presidente do clube de Matão.
Na rodada inaugural da Série A2, a Matonense, time da diretoria, perdeu o Guaratinguetá, por 1 a 0 no Vale do Paraíba, e domingo passado, caiu em casa diante do Nacional por 2 a 1.
No jogo de domingo, um fato inusitado aconteceu em Matão, com as duas equipes entrando em campo: da diretoria e da empresa. O árbitro ficou numa situação complicada e optou pela Matonense, por ter registro de atletas e dirigentes na Federação Paulista de Futebol (FPF). O time da empresa protestou, o técnico Israel de Jesus deitou no gramado, e a polícia teve que agir com rigor, para retirá-los.
Mas ontem, quem entrou em campo foi só um time, o do folclórico Israel de Jesus, por ordem judicial e por cláusula contratual. Foi a estréia do time da Futura na Série A2 de 2005, portanto.
“É uma situação chata, mas estamos com a razão. Afinal, firmamos um contrato em julho de 2004, que terá de ser cumprido. A diretoria da Matonense quer quebrar o contrato (multa da rescisão é de R$ 500 mil), pensa que isso é brincadeira”, diz Israel de Jesus.
“O que está acontecendo serve para o investidor e patrocinador sentir que tem força, ainda mais com um trabalho sério como o nosso, com pagamento de salários em dia. Nas mãos da Matonense os jogadores passavam até fome”, completou Israel, que além de futebol é um amante do pagode. Mas na Portuguesa Santista e no Sãocarlense, o trabalho da Futura, do Israel, não deu certo. Será que vai dar em Matão?