A luz de extrema intensidade ofusca e pode não iluminar; ações drásticas geram impactos que nem sempre solucionam satisfatoriamente problemas, levando na maioria das vezes a ajustes traumáticos.
Quando vou adquirir algo, não o faço por simples impulso; antes, me pergunto: preciso realmente disso, tenho necessidade de comprá-lo agora, tenho o suficiente para a sua compra, se eu comprar agora meu orçamento será onerado? Uma negativa na 1.ª, 2.ª ou 3.ª ou uma afirmativa na 4.ª questão é o suficiente para que a compra seja efetuada somente no momento propício, não agora!
A resolução de um problema deve obedecer a mesma rotina; antes, pergunta-se: qual a atitude mais viável para a sua solução, que ferramentas tenho a meu dispor para a sua solução, tenho recursos suficientes para a sua solução, esses recursos ensejam outros tipos de solução menos traumatizantes? E, quando o problema envolve seres humanos ou está na área política, deve-se incluir: qual o impacto social que a solução eleita como a mais factível irá propiciar, qual o impacto político que a ação elencada como a melhor no momento, ensejará?
Seja em que área for, nunca deveremos perder de vistas o ser humano, pois atrás de cada um de nós tem alguém torcendo pelo nosso progresso ou dependendo total ou parcialmente do nosso ganho. O impacto de nossas ações, por melhor intencionadas que sejam, ao atingir alguém, não atinge apenas a pessoa em si mas todo um conjunto, seja familiar, seja de amizade. Nossos condidadãos que coletam o nosso lixo, que o digam...
A intensa luz do primeiro momento pode apenas ofuscar, não iluminar!
José Carlos Dias da Silva - MT 37293