Economia & Negócios

Exportações crescem 78% na região

Rose Araujo
| Tempo de leitura: 2 min

As empresas da região encontraram o caminho do exterior. Em 2004, as exportações cresceram 77,57%, segundo dados do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp). A explicação para essa arrancada está na melhoria da economia mundial e na busca por um porto seguro fora do Brasil.

O diretor regional do Ciesp, Ricardo Coube, destaca que o ano passado foi considerado bom de maneira geral para o setor industrial. “Tivemos uma recuperação da economia do País e as exportações impulsionaram os índices positivos da indústria. Só em Bauru, o setor teve uma participação de 45% no recolhimento do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços)”, destaca.

Uma das empresas bauruenses que sentiram bem esse reflexo foi a Plasútil. Fabricante de produtos de plástico, ela registrou um grande aumento nas exportações. “Negociamos tanto com o mercado externo que, numa certa época do ano, não estávamos encontrando conteiners para despachar nossas mercadorias”, afirma a assistente de exportação Manira Estela Haddad.

Ela prefere não ilustrar isso em números, mas explica que houve um aumento grande depois do meio do ano passado. “Foi o ano que mais exportamos”, salienta.

Segundo a funcionária da Plasútil, o cenário estava favorável para as vendas externas, já que vários países estavam importando muito. “Estamos vendendo para mais de 30 países”, destaca.

Para o economista Fernando José Martha de Pinho, o mercado continua mais favorável para as grandes empresas. “As pequenas e médias ainda têm muita dificuldade para colocar seus produtos lá fora, embora já esteja havendo uma grande abertura nesse sentido”, ressalta.

De acordo com ele, as dificuldades para esse nicho está justamente na falta de recursos para elevar o padrão de seus produtos e competir lá fora. “Essas empresas dependem muito de financiamentos internos e de facilidade na política tributária, algo que não é nada fácil de conseguir por aqui”, destaca.

Pinho explica que as grandes não querem ficar dependentes apenas do mercado interno, que pode viver momentos de altos e baixos com freqüência. “Essas companhias querem e precisam se fazer presentes em outros países”, frisa.

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