As empresas da região encontraram o caminho do exterior. Em 2004, as exportações cresceram 77,57%, segundo dados do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp). A explicação para essa arrancada está na melhoria da economia mundial e na busca por um porto seguro fora do Brasil.
O diretor regional do Ciesp, Ricardo Coube, destaca que o ano passado foi considerado bom de maneira geral para o setor industrial. “Tivemos uma recuperação da economia do País e as exportações impulsionaram os índices positivos da indústria. Só em Bauru, o setor teve uma participação de 45% no recolhimento do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços)â€, destaca.
Uma das empresas bauruenses que sentiram bem esse reflexo foi a Plasútil. Fabricante de produtos de plástico, ela registrou um grande aumento nas exportações. “Negociamos tanto com o mercado externo que, numa certa época do ano, não estávamos encontrando conteiners para despachar nossas mercadoriasâ€, afirma a assistente de exportação Manira Estela Haddad.
Ela prefere não ilustrar isso em números, mas explica que houve um aumento grande depois do meio do ano passado. “Foi o ano que mais exportamosâ€, salienta.
Segundo a funcionária da Plasútil, o cenário estava favorável para as vendas externas, já que vários países estavam importando muito. “Estamos vendendo para mais de 30 paísesâ€, destaca.
Para o economista Fernando José Martha de Pinho, o mercado continua mais favorável para as grandes empresas. “As pequenas e médias ainda têm muita dificuldade para colocar seus produtos lá fora, embora já esteja havendo uma grande abertura nesse sentidoâ€, ressalta.
De acordo com ele, as dificuldades para esse nicho está justamente na falta de recursos para elevar o padrão de seus produtos e competir lá fora. “Essas empresas dependem muito de financiamentos internos e de facilidade na política tributária, algo que não é nada fácil de conseguir por aquiâ€, destaca.
Pinho explica que as grandes não querem ficar dependentes apenas do mercado interno, que pode viver momentos de altos e baixos com freqüência. “Essas companhias querem e precisam se fazer presentes em outros paísesâ€, frisa.