Politicando

Pingo no 'i'


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Um coronel nordestino mandava e desmandava na política de seu Estado. Nomeava, desnomeava, mandando mais que o prefeito e governador que eram seus apadrinhados. Mantinha um código secreto com os governantes: quando enviava algum bilhete sem colocar os “pingos nos is” não era para o portador ser contratado em hipótese alguma. E desta forma ia mantendo o comando sobre o Estado.

Certo dia, um cidadão procurou o coronel em busca de indicação para um cargo no Estado e este de pronto escreveu um bilhete ao senhor governador. Ao caminhar para o palácio, o portador lia e relia o bilhete que iria lhe garantir o futuro.

Gozado... o coronel... tão letrado e não coloca pingo no “i”? Vou corrigir, para não ficar chato para ele.

Pegou uma caneta e cuidadosamente colocou os pingos faltantes.

Recebido pelo governador, foi contratado de imediato e o coronel ao ser comunicado da contratação não entendia o porquê do não cumprimento da senha secreta. Constatada a correção, o coronel mudou de imediato a senha, para impedir novas nomeações indevidas.

Este negócio de colocar o pingo no “i” sempre deu confusão, não é verdade?... (contada por Antonio Pedroso Júnior)

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