Após dois anos, Bauru passou os quatro dias de Carnaval de 2005 sem nenhuma morte violenta. Nos dias de folia do ano passado, ocorreram dois assassinatos na ciade e em 2003, seis. O último Carnaval sem homicídio em Bauru foi o de 2002. Balanço das ocorrências registradas pela Polícia Militar (PM) também mostra queda no número de roubos, furtos e lesões corporais, em comparação com o mesmo período de 2004.
No geral, em comparação com o Carnaval do ano passado, a PM teve diminuição de 20% nas ocorrências. As brigas de menor gravidade foram os principais casos notificados durante os dias de folia. Do último sábado até a manhã de ontem, a PM registrou 98 brigas, 34 lesões corporais, nove roubos e 35 furtos. No mesmo período de 2004, foram notificadas 87 brigas, 36 lesões, 14 roubos e 43 furtos.
A ausência dos desfiles das escolas de samba no Sambódromo e nos bairros e a maior procura por viagens e passeios a outras cidades contribuíram para diminuir o número de ocorrências em Bauru, aponta o major Pedro Batista Lamoso, comandante interino do 4.º Batalhão da Polícia Militar do Interior (BPMI). “O período foi atípico, para o bem. O Carnaval caiu no início do mês e muitas pessoas viajaram e emendaram o feriado. Além disso, não tivemos grandes eventos como desfiles no Sambódromo e os clubes também fizeram poucas festas”, diz.
Para Lamoso, a presença de policiais em locais de aglomeração de pessoas em diversos bairros da cidade inibiram a ação dos bandidos. “Colocamos 10% a mais de policiais nas ruas”, aponta. O efetivo da PM conta com cerca de mil integrantes.
Em 2004, duas pessoas foram assassinadas em Bauru. Logo no primeiro dia de Carnaval, os irmãos Nilson Salles, 38 anos, e Wilson Salles, 36 anos, foram mortos a golpes de facão em um sítio no Jardim Vitória.
Pronto-Socorro
Não só a polícia teve um Carnaval tranqüilo em Bauru. O Pronto-Socorro Municipal (PSM) Central e o Pronto-Atendimento Infantil (PAI) também registraram redução no número de atendimentos, se comparado com os dias de folia do ano passado. De sábado até anteontem, cerca de 1.100 adultos e 580 crianças foram atendidas nas duas unidades de saúde.
No ano passado, foram feitas mais de 1.300 consultas no PSM e aproximadamente 870 no PAI. “O movimento foi dentro do esperado”, confirma o diretor do Departamento de Urgência e Emergência da Secretaria Municipal de Saúde, Aigiro Kamada. Apesar da redução, ele explica que o aumento na procura pelo atendimento médico de emergência durante os feriados prolongados é considerado normal, já que a maior parte dos serviços básicos de saúde não funciona nesse período.