Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
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• Fragilidade

Fica cada vez mais nítido que o prefeito Tuga Angerami (PDT) tem uma bancada frágil na Câmara Municipal. Os tuguistas não conseguiram viabilizar a presidência da Casa e agora perderam o comando das duas principais comissões temáticas: Justiça, Redação e Legislação e Economia, Finanças e Orçamento. Na primeira, é obrigatória a passagem de todos os projetos de lei do Executivo e do Legislativo.

• Vôo rasante

Os tucanos e agregados, coordenados pelo “novato” vereador Marcelo Borges, conseguiram articular as composições e impediram que o tuguista Rodrigo Agostinho (PMDB) conseguisse assento na Comissão de Justiça. Marcelo demonstrou habilidade nas articulações, tanto é que viabilizou seu nome para a presidência da principal comissão legislativa.

• Primeiras bicadas

Mas nem tudo foi consenso entre os tucanos. Marcelo e João Parreira bateram boca na sala da presidência. Segundo os bastidores, Parreira queria ser indicado para a Comissão de Justiça, mas o PSDB só dispunha de uma vaga, já definida para Marcelo. Durante a sessão, porém, as bicadas entre os tucanos foram aparadas e tudo ficou bem. Parreira ficou com Fiscalização e Controle, também estratégica nas mãos da oposição.

• “Conchavo”

A expressão acima, tida como de uso pejorativo no meio político, principalmente em outras épocas, foi utilizada por Marcelo Borges em seu primeiro discurso na Câmara. Ele disse que deixa a função apenas de articulação e conchavo para discutir leis e projetos no plenário, agora como vereador.

• Apenas cinco

Na verdade, o prefeito só pode, neste momento, contar, de fato, com o apoio de cinco vereadores: Faria Neto (PDT), Futaro Sato (PDT), Majô Jandreice (PC do B), Rodrigo Agostinho (PMDB) e Salvador Afonso (PDT). Há um grupo de parlamentares que acena como independente, sendo Primo Mangialardo (PSB), Pastor Luiz (PTB), Lima Jr. (PP) e Paulo Madureira (PP).

• Sem coloração

Desse grupo, Lima Jr. ainda dá seus primeiros passos e precisa se posicionar para não ficar a reboque de terceiros. Madureira é experiente e espera a poeira assentar para se definir. Pastor Luiz é comedido nas falas públicas e hábil nas solicitações de bastidor e Primo Mangialardo precisa definir sua cor. O vereador do PSB, partido que tem secretaria no governo, ontem votou contra e a favor de apoiadores do governo para comissões internas.

• Impedido

O líder do governo na Câmara, Faria Neto (PDT), foi impedido de pleitear uma vaga em comissões internas porque o Regimento não permite que suplentes tenham assento. Faria assumiu no lugar de Clemente Rezende (PDT), que se licenciou para comandar o DAE. A limitação regimental é questionável, inclusive no aspecto constitucional, já que barra o amplo exercício do mandato.

• Sessão longa

A primeira sessão ordinária deste ano da Câmara foi longa. Foram quase sete horas de muita discussão. Dos 15 vereadores eleitos e reeleitos, 12 usaram a tribuna livre. Toninho Garmes (PSDB), José Carlos Batata (PT) e Pastor Luiz (PTB) abriram mão de falar no microfone.

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