Política

Parreira pede informações sobre extrato de tomate jogado no lixão

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 1 min

O vereador João Parreira (PSDB) protocolou ontem na Câmara Municipal requerimento que pede informações à prefeitura sobre a inutilização de 17 toneladas de massa de tomate em novembro passado, ou seja, no final da administração do prefeito Nilson Costa. As latas do produto, adquiridas pela Secretaria Municipal de Educação para a merenda escolar, foram jogadas no aterro sanitário.

Segundo informações extraoficiais, a inutilização das latas de massa de tomate teria sido feita com ordem judicial, solicitada pela Secretaria de Negócios Jurídicos. A empresa fornecedora teria entregado o produto estragado e não quis trocar o lote, impróprio para o consumo.

Mas Parreira acha que a situação merece ser melhor esclarecida. “Isso aconteceu no dia 25 de novembro do ano passado. Foi feito de uma forma muito silenciosa, para que ninguém ficasse sabendo”, analisa.

Para o parlamentar, a massa de tomate não é um produto de grande utilização. “Acho que o município deve consumir de 500 a 700 quilos por mês do produto. Não sei bem ao certo. Mas acredito que mais de 1.000 quilos não é. Enterrar 17 mil quilos é demais. Será que compraram a mais? Será que recebeu esse produto perto do prazo de vencimento?”, questiona.

O tucano quer saber se a administração abriu sindicância parar apurar responsabilidades no caso. “Fizeram isso escondido para que ninguém ficasse sabendo. Mas precisamos saber mais sobre o caso. Estou pedindo cópia do processo na íntegra”, avisa.

A secretária municipal de Educação, Ana Maria Daibem, informou ontem, através da assessoria de imprensa, que só vai se pronunciar sobre o caso após localizar os processos e se informar sobre o fato. Mas garante que os envolvidos serão punidos, se forem provadas eventuais responsabilidades.

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