Bairros

Esalq ajudará Semma na arborização

Sérgio Pais
| Tempo de leitura: 3 min

O titular da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma), Carlos Barbieri, viajou na semana passada a Piracicaba com a missão de buscar na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP), um dos principais centros de excelência agronômica do País, um convênio para implantar em Bauru um programa de arborização de longo prazo. Lá, conseguiu mais que isso.

Ontem, ele anunciou que a Esalq não só participará de forma ativa no desenvolvimento de projeto ambientais em diversas áreas, através de assistência técnica e científica, como também fornecerá boa parte da mão-de-obra necessária para isso. “Foi ótimo. Nossos pedidos foram completamente atendidos”, comentou o secretário.

Além do desenvolvimento de um plano na área de arborização urbana, Barbieri anunciou parcerias para projetos relacionados a áreas de floresta do município, fundos de vale, tratamento de resíduos sólidos, controle de erosão e reciclagem de lixo.

Barbieri, que é engenheiro florestal formado na própria Esalq, inicialmente procurou a faculdade da USP visando um convênio para elaboração de projeto que possibilitasse a montagem de uma espécie de “inventário da floresta urbana” de Bauru.

O levantamento teria a função de orientar o trabalho de substituição das árvores com problemas (doentes, mal localizadas ou de espécie inadequada, por exemplo) e garantir um plano de arborização de longo prazo.

Ele destaca que já na próxima segunda-feira, o professor Ricardo Ribeiro Rodrigues, considerado um dos principais consultores em nível nacional na área de floresta, virá a Bauru para dar início ao planejamento dos trabalhos. No dia 3 de março, Barbieri retorna a Piracicaba para participar de um curso de educação ambiental.

A mão-de-obra para tocar os projetos, explica o secretário, foi garantida graças a uma mudança no currículo da USP, que passou a considerar obrigatório o estágio profissionalizante. Portanto, para se formar, os alunos precisam desenvolver trabalhos de campo na sua área de atuação.

“No próximo dia 14 estaremos estruturando os projetos de cada área, que serão enviados aos professores da Esalq. Estes, por sua vez, selecionarão os alunos de acordo com o projeto de seu interesse”, detalha.

Barbieri anunciou que já a partir de março todo este pessoal (alunos e professores) estará trabalhando em Bauru. “As ações contarão com um orientador, que será um professor da Esalq, um supervisor local, da Semma, além dos alunos, que farão os levantamentos seguindo uma determinada linha de pesquisa”, explica.

Contrapartida

Como contrapartida, a prefeitura bauruense fornecerá a este pessoal a alimentação - o que já teria sido garantida pelo chefe de Gabinete, Paulo Sérgio Canalli - e a hospedagem. Para isso, Barbieri estuda as possibilidades entre os alojamentos disponíveis no município ou até mesmo convênios de patrocínio com hotéis da cidade.

“Todos ganham com este tipo de parceria: os alunos exercitam seus conhecimentos ‘no campo’, a prefeitura ganha projetos a custo baixíssimo e a população terá projeto ambientais montados em bases sólidas”, diz.

Mesmo com todo este aparato, o secretário garante que será necessária e importante a participação de alunos locais do curso de biologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp-Bauru). Os detalhes desta participação, porém, só seriam definidos após a conclusão dos vários projetos que poderão ser desenvolvidos na parceria prefeitura-Esalq.

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