Bairros

Três regiões ficam sem coleta de lixo

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 3 min

Três regiões de Bauru - Parque São Geraldo, Jardim Carolina e Núcleo Mary Dota - não tiveram o lixo domiciliar recolhido em todas as ruas nos últimos dias. O resultado são sacos de detritos nas calçadas já juntando moscas e larvas e, em alguns locais, lixo espalhado nas vias públicas.

“Eu tenho lixo das festas do Carnaval ainda para ser recolhido. E está em frente da minha casa, criando bichos”, conta o aposentado José Carlos Dezan, que mora na quadra 24 da rua Padre Anchieta, no Jardim Godoy. Ontem, ele iria comprar mais sacos para reembalar o lixo para permanecer à espera da recolha.

Na região, a coleta de lixo domiciliar é feita às terças e quintas-feiras e aos sábados. “Como terça-feira era feriado, não teve coleta. O lixo está acumulado”, reclama Dezan. A Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), responsável pela coleta de lixo domiciliar, informa que o serviço não foi completado nas três regiões da cidade porque os caminhões que faziam o serviço quebraram.

Jorge Monteiro, diretor do Departamento de Limpeza Pública da empresa, disse, ontem à tarde, que os caminhões já haviam sido consertados e que a partir de hoje a coleta de lixo será normalizada. No Parque São Geraldo, Jardim Godoy e Parque Santa Cecília a coleta não foi feita na quinta-feira.

O mesmo ocorreu no Jardim Carolina, Jardim Redentor e partes do Jardim Olímpico e Jardim Paulista, que também contam com o serviço às terças e quintas-feiras e aos sábados. “Moro aqui há cinco anos e nunca tivemos problema com a coleta. A primeira vez foi há 15 dias e agora nesta semana de novo”, relata o técnico em telefonia Sílvio Xavier, que mora na quadra 2 da rua Xerxes Ribeiro dos Santos, no Jardim Carolina.

Inconformado com o lixo que permanecia em frente sua casa, ontem cedo ele telefonou para a Emdurb. “Disseram que o caminhão quebrou. Acho isso muito estranho começar a acontecer quando estão falando em terceirização da coleta de lixo. No governo Nilson Costa, por pior que tenha sido, nunca tivemos problema com a coleta”, comenta.

Já no Núcleo Mary Dota e Núcleo Nobuji Nagasawa (Bauru 2000), onde a coleta é feita às segundas, quartas e sextas-feiras, o serviço não atingiu todas as ruas ontem. “Tem muito lixo nas ruas para ser recolhido. É uma situação muito triste essa. Os moradores estão reclamando e a gente já começa a ficar preocupado com o risco de doenças que representa esse lixo na rua”, ressalta Hélio dos Santos, que mora na rua José de Marobi, no Núcleo Mary Dota.

Por dia, a Emdurb coleta cerca de 300 toneladas de lixo domiciliar em Bauru, que tem uma população estimada em 344 mil habitantes. A empresa conta com 132 funcionários para o serviço (entre coletores e motoristas) e 20 caminhões (quatro estão quebrados há tempos).

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Vereador pede verba

O vereador João Parreira de Miranda (PSDB) está tentando buscar verba estadual para ajudar a renovar a frota da coleta de lixo de Bauru. Ele também está pedindo financiamento para implantar outro aterro sanitário, orçado em R$ 2,5 milhões - o atual está com a capacidade quase esgotada.

Ele enviou requerimento ao deputado estadual Pedro Tobias (PSDB) solicitando uma audiência com o secretário do Estado do Meio Ambiente. “Vamos pedir três caminhões. Temos cidades no Estado que já conseguiram veículos através desta secretaria. Também vamos ver a possibilidade de um convênio do Estado com a prefeitura para começar a fazer o novo aterro”, diz.

Parreira também quer levantar a possibilidade de Bauru receber investimentos estrangeiros para a área ambiental. “Vi em um programa de TV que algumas cidades conseguiram verba de países da Europa que, por terem assinado o Protocolo de Kyoto e não conseguirem reduzir a poluição, estão investindo em países como o Brasil, numa forma de compensação”, comenta.

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