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Dono de locadora é morto a tiro na Vila Independência

Cristiane Goto
| Tempo de leitura: 3 min

O comerciante Mário Roberto Yozen Okama, 39 anos, foi morto com um tiro na noite de anteontem na Vila Independência. É a quinta morte violenta neste ano registrada em Bauru.

O crime ocorreu por volta das 21h30, na quadra 5 da rua Vasco da Gama, onde funcionava uma locadora de videogames de propriedade de Okama. Conforme o registrado em Boletim de Ocorrência (BO), o comerciante estava fechando sua loja quando um desconhecido armado com uma cartucheira disparou um tiro em seu peito. Em seguida fugiu, tomando rumo ignorado.

A vítima, que morava perto da locadora, foi socorrida por dois irmãos e levada até o Pronto-Socorrro Municipal (PSM) Central. Porém, não resistiu aos ferimentos e morreu em seguida. De acordo com o B.O, alguns projéteis atingiram um Escort placas CKB 6852, de Bauru, estacionado em frente ao estabelecimento.

O veículo será analisado pela Polícia Técnica, juntamente com objetos encontrados próximo ao local, uma corda de náilon, cartuchos deflagrados, um projétil amassado e um pedaço de papel cortado em círculos. A perícia do material é necessária para ajudar a esclarecer as causas do homicídio. A Delegacia de Investigações Gerais/Grupo Armado de Repressão a Roubo e Assalto (DIG/Garra) está investigando o caso.

O titular da DIG/Garra, J.J.Cardia, prefere não levantar hipóteses, mas não descarta a suspeita de latrocínio (roubo seguido de morte). “O fato foi registrado como homicídio, mas nossa equipe está verificando. Se for levado algum objeto, passa a ser latrocínio, mas isso depende das diligências que serão realizadas”, diz. Segundo o delegado, Okama não tinha passagens pela polícia.

Alguns familiares do comerciante suspeitam que ele tenha sido vítima de latrocínio. Pedro Taba, primo de Okama, conta que a locadora já havia sido assaltada uma vez e provavelmente poderia ter sido novamente roubada. “Ele era um rapaz bom. Vingança não foi porque ele era uma pessoa muito calma, que não encrencava com ninguém. Pode ser assalto”, diz. A hipótese é compartilhada por outro primo de Okama, Seiko Tokuhara. “Ele já sofreu assalto uma vez e eu tenho quase certeza de dessa vez houve outro assalto”, conta.

Revolta

O velório do comerciante foi marcado por muita tristeza e revolta de seus s familiares e amigos. Descendente de japoneses, ele morava há mais de 30 anos na Vila Independência juntamente com o pai e mais quatro irmãos. Há cerca de oito anos, integrou o grupo de dekasseguis (nipo-brasileiros que migram temporariamente para o Japão em busca de trabalho) e quando voltou, abriu uma locadora de games.

Solteiro e sem filhos, Okama era descrito pelos parentes como uma pessoa tranqüila e reservada. “Assim como sua família, ele era calmo. Não era de conversar muito e não tinha o hábito de beber ou fumar. Trabalhava na locadora de domingo a domingo. A perda de Okama é um abalo muito grande para nós”, lamenta Tokuhara.

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5º homicídio

A morte de Okama eleva para cinco o número de mortes em situações violentas neste ano em Bauru. No último dia 23, o servente de pedreiro Luiz Fernando Santana, 19 anos, foi assassinado em uma casa noturna no Centro da cidade. Dois dias antes, no Parque Paulista, o vigia Daniel Izidoro, 67 anos, foi achado morto no barracão onde trabalhava, com sinais de espancamento na cabeça.

No dia 15 de janeiro, o serralheiro Aparecido Evaristo Rogério, 47 anos, foi encontrado morto em sua casa, no Jardim Europa. No dia 11 do mesmo mês, o ajudante geral Rafael Fernando Fonseca, 22 anos, foi baleado com um tiro no olho, na Vila Industrial.

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