Bairros

Biblioteca central é a única informatizada

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Se nos últimos anos a troca de maçaneta, a substituição de vidros estilhaçados e a instalação de grades tornaram-se sinônimo de luxo entre as ramais, a questão da informatização das bibliotecas beira a utopia. Apenas a Central dispõe desse recurso, cujo programa foi instalado há dois anos e meio.

Denominado como Sofia, ele controla o acervo, passível de consulta via título da obra ou nome do autor tanto por funcionários quanto usuários. “Não é um programa barato. Só de manutenção são R$ 4 mil por ano. No projeto que vamos encaminhar ao Ministério da Cultura, o processo de informatização estará incluído. Não um sistema como o Sofia, algo mais simples”, informa o secretário municipal de Cultura, José Augusto Ribeiro Vinagre.

Mesmo que a União reserve recursos para este fim, o processo de informatização ainda estará incompleto. Atualmente, a Central disponibiliza ao usuário apenas um terminal para pesquisa via Internet. Quem o utiliza, não tem como imprimir o objeto de estudo ou gravá-lo num disquete.

Apesar dos empecilhos, o acesso à rede mundial de computadores é atrativo, assim como as revistas doadas e a assinatura do JC. O manancial de problemas não impede que venham à tona aspectos positivos na Central. Entre eles, o espaço da gibiteca e da brinquedoteca, além do acervo menos restrito.

“A quantidade de livros é razóavel porque levamos em conta a qualidade. A última compra foi feita no ano passado. Adquirimos entre 30 e 40 títulos. A aquisição foi modesta, mas recebemos muita doação. Na gibiteca recebemos obras raras e estamos fazendo contato com várias editoras pedindo doações. Sempre temos exposição, de charge, caricaturas”, ressalta Elizete Maria Barro.

Diretora da Divisão de Bibliotecas da Secretaria Municipal de Cultura (SMC), Elizete Barro acredita que a diversidade do acervo transforma a gibiteca num espaço dinâmico para difundir a leitura de quadrinhos como forma de entretenimento e aprendizagem.

Brinquedoteca

A brinquedoteca, reinaugurada em agosto do ano passado, também tem freqüentadores assíduos. Mayky Almeida Alves e Ariel Giovani dos Santos respaldam a afirmação. Quase todas as semanas eles trocam as brincadeiras de rua pelas atividades oferecidas no espaço disposto pela Secretaria Municipal de Cultura.

“Tem um monte de jogos. A gente gosta mais de brincar com os caminhões. Eu tenho um em casa, mas é pequeno. As vezes eu aproveito para ler. Gosto do Harry Potter”, conta Mayky.

Além de livros, o acervo de entretenimento oferecido pela brinquedoteca é composto por atividades de pintura e desenho, teatro de bonecos e contação de história.

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