Regional

Valores pessoais

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 1 min

A diretora do CR de Jaú, Maria de Lourdes Amaral, diz que acredita em Deus, acima de tudo. Nunca sofreu qualquer tipo de violência por parte dos presos. Não teme a ação deles, prova disso é que mora dentro do centro. Seu toque pessoal no CR é uma coisa que salta aos olhos.

“Eu sou católica, gosto muito de Santa Beatriz e mantenho uma imagem dela em minha sala. As imagens de anjos fui ganhando e achei por bem colocá-las aqui.”

Ela explica que como passa a maior parte de seu dia na unidade, decidiu dar um toque pessoal. “Se eu ficar em um local neutro ou impessoal, afeta a minha rotina. Coloco as coisas que me reportam a valores meus, que me lembram a família e as coisas que mais gosto.”

A diretora explica que por ser mulher, os detentos não conseguem prever suas reações. “Eles temem a minha reação. Não sabem o que vou fazer quando eles ‘aprontam’ alguma. Eu digo que mais errado do que aquele que infringe as regras é aquele que não fala nada sendo que tem condições de corrigir.”

A diretora é separada e tem duas filhas. “Eu moro aqui dentro, elas estudam fora e têm orgulho do meu trabalho. Elas participam muito daquilo que faço. Ninguém se opôs. Minha mãe tem um pouco de preocupação, porque eu estou sozinha. Eu não tem segurança pessoal.”

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