Tribuna do Leitor

Os juros e os impostos


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Os noticiários televisivos recentes (dias 27 e 28 pp.) de emissoras como “Bandeirantes”, “Globo” e outras revelaram que o governo pretende aumentar ainda mais as taxas de juros, mesmo sendo ele o maior tomador de dinheiro emprestado do país.

È festa para os banqueiros, o governo toma cerca de 80% do crédito disponível e faz uma senhora propaganda, até instiga para que os 20% restantes sejam tomados pelos infortunados brasileiros. O negócio é escancarado. “Empreste dinheiro e desconte o pagamento em folha, senhor aposentado, funcionário, microempresário, prestador de serviço, etc., os bancos não podem ter prejuízos, não podem operar sem capacitação plena”.

Jornalistas da área econômica, economistas do governo, burocratas de plantão tentam explicar que “é necessária a subida dos juros para conter a inflação”. Afirmam que a demanda por bens de consumo ou duráveis pelo povo (aqui entenda-se pessoas de baixo poder aquisitivo, porque às classes favorecidas isso não atinge e todos sabem), alimenta a alta de preços e aí vem a INFLAÇÃO!

Na verdade, o que tem alimentado mais a inflação são os aumentos de preços administrados pelo governo - energia elétrica, combustíveis, telefonia, pedágios e mais não sei quanto, etc etc

O povo brasileiro está engatinhando na democracia, mas os bebês que engatinham são muito inteligentes, se algo adverso não lhes frustrar a saúde, afinal, a alta de juros é para reprimir a demanda e conter a inflação ou desviar a atenção de quem possa interessar-se por melhor infraestrutura?

Reportando aos supracitados noticiários, convém ressaltar as observações dos jornalistas Joelmir Betting e Carlos Nascimento, referindo ao desastre ocorrido na BR. 116: “Sem estradas que permitam escoar a contento a produção, como falar em desenvolvimento econômico? Foram tecidos, ainda, na ocasião, comentários sobre o aumento da arrecadação de impostos pela máquina governamental. Descobriu-se o que não tem como ser encoberto. Houve aumento de arrecadação, mas diminuiu a contraprestação de serviços.

Há no país uma infraestrutura que suporte algum crescimento econômico, ou é preciso contê-lo por não haver estradas e a geração de energia que atenda o mercado? Considerando-se a inflação como “a alta constante de preços”, seria conveniente informar os índices da mesma relativamente aos aumentos das taxas de juros e impostos. (Maria Amélia Locatelli Kerbauy - R.G 5.073.714 SP)

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