Polícia

CEF e INSS alertam sobre estelionato

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

O estacionamento da agência da Caixa Econômica Federal (CEF) na avenida Nações Unidas foi palco de um episódio que serve de alerta para trabalhadores, aposentados e pensionistas de Bauru e região. Por volta das 11h de ontem, a Polícia Militar interceptou uma possível tentativa de estelionato de um rapaz de 27 anos contra uma senhora de 72 anos, catadora de papel.

Segundo a senhora, cujo nome será preservado para garantir a integridade física, o rapaz teria ido a sua residência, no Jardim Andorfato, no dia anterior (quinta-feira) para oferecer serviços de resgate de direitos trabalhistas, como PIS e FGTS.

Após dar informações sobre o marido, já falecido, o rapaz verificou que a senhora poderia resgatar o valor de R$ 1.040,00. O resgate seria feito no dia seguinte (ontem), às 10h. Ao saber do fato, um parente da suposta vítima desconfiou de golpe e informou a polícia e duas viaturas da Polícia Militar da base Noroeste se dirigiram à agência para acompanhar o caso.

O resgate do dinheiro foi feito pela senhora, acompanhada da filha de 42 anos e do suposto consultor. Após a retirada, todos foram ao veículo do rapaz, no estacionamento da agência, onde seria feito o cálculo pelo serviço prestado. Ele teria pedido metade da quantia, segundo a senhora. A PM abordou o veículo antes da entrega do valor.

“Não foi considerado flagrante. Fizemos boletim de ocorrência de tentativa de estelionato e agora iremos apurar o caso”, explica o delegado adjunto do 3º Distrito Policial (DP), Ismael Cavalieri, para onde o caso foi encaminhado.

Após o registro da ocorrência, o indivíduo foi encaminhado à Delegacia de Investigações Gerais (DIG). “Fizemos uma ficha dele para que ele seja reconhecido se houver denúncia de outros casos”, explica o delegado J.J. Cardia. O rapaz, sem antecedentes criminais, foi liberado em seguida. Não foi aberto processo sobre o caso. Cavalieri afirma que este foi o primeiro caso registrado.

Segundo o rapaz envolvido na ocorrência, a mulher que o teria procurado para o serviço. “Eu divulgo meu trabalho por panfletos, não vou até a casa das pessoas. Elas vão até o meu escritório e levam a carteira de trabalho. Verifico se tem algo para receber e vou até a pessoa para saber se há interesse. Daí vamos ao banco, ela recebe e paga uma taxa de 20%. Mas não obrigo ninguém”, diz. A senhora afirma que não procurou o indivíduo.

No momento da abordagem policial, uma listagem com cerca de 300 nomes foi encontrada no veículo. Entre os dados constavam nome, endereço e número do PIS. De acordo com o rapaz, as informações são de aposentados que foram até o escritório, localizado no Núcleo Gasparini.

A reportagem do JC foi até o local, que estava fechado e não caracterizava um escritório. Uma moradora da região disse que o estabelecimento está fechado há dois meses e que os responsáveis (um moço e um senhor mais velho) teriam ficado apenas uma semana no local. A moradora, que pediu para ter o nome preservado, acrescentou que diariamente idosos e filhos de aposentados vão ao estabelecimento à procura do serviço.

A CEF lembra que não é necessário intermediadores para retirada de FGTS ou PIS.

Mesmo cuidado é pedido pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O órgão afirma que a proximidade do período de recadastramento é propícia à ação de estelionatários, que prometem revisão de valores e agilidade em processos. Em alguns casos, o golpista se apresenta como funcionário do instituto para conseguir as informações.

Assim como a CEF, o INSS não autoriza seus funcionários a comparecer nas residências para a prestação de qualquer serviço. A data para início do recadastramento não foi definida.

Comentários

Comentários