Tribuna do Leitor

TRISTEZA DO BAC


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Tenho acompanhado a triste situação a que o BAC chegou, mesmo de longe, pois neste momento estou na Espanha, jogando. Eu passei praticamente toda minha vida dentro desse clube, que amo mais que o Palmeiras ou qualquer outro clube do mundo. Foi nele que conheci meus melhores amigos. Lá iniciei minha humilde carreira esportiva e foi lá também que tive as conquistas mais emocionantes. Quem ia assistir aos jogos das finais sabe do que estou falando. E, principalmente, foi no BAC a última vez que pude ver meu pai - para quem não se lembra, o Pedro Macea ou Pedrão.

Não tenho como não chamar esse clube de minha casa porque passei meus melhores e o pior momento de minha vida nele... Só que não é de hoje que o clube vem necessitando de ajuda. Não faz muito tempo que uma empresa quis comprar o terreno da sede social do clube, dando a chance de se construir uma outra mais moderna e atrativa para os associados e por conta disso houve muitas críticas. O engraçado é que quem mais criticou nunca apareceu no clube para propor uma solução ou oferecer ajuda simplesmente. Falar e criticar é muito fácil e qualquer um pode fazer. O difícil é agir, “botar a mão na massa”. Isso é para poucos. Geralmente para os que falam menos pois, têm mais tempo para buscar soluções...

Para mim, a situação que o BAC está passando hoje até demorou para acontecer. E, infelizmente, é o caminho dos clubes, porque só quem os comanda é que sabe o quanto é difícil. Tem que haver melhorias, mas ao mesmo tempo não se pode aumentar as mensalidades. Não é fácil!!! E todos os encargos que os clubes têm que pagar, os tributos? Não facilitam em nada. Nao é fácil mesmo! Na verdade, minha intenção com esta carta é mostrar meu orgulho em ser baqueana. Com o BAC fechado ou não, sempre serei baquena, azul celeste, baquinho, o “BAC do Pedrão”... A minha segunda casa... (Tatiana Macea - Madrid - Espanha)

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