Geral

Médico diz que teme sofrer discriminação

Rose Araujo
| Tempo de leitura: 1 min

O chefe do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Maternidade Santa Isabel e diretor de Planejamento Familiar, Sérgio Henrique Antonio, diz que sua preocupação é ser taxado como “aborteiro” pela sociedade. “Acredito que pessoas menos esclarecidas poderão confundir as coisas e me apontar dessa maneira. Mas, a gente tem de ser humano antes de ser médico e encarar esse fator social”, salienta.

Pelo protocolo de instalação do Serviço de Aborto Legal, será formada uma equipe na maternidade para cuidar do assunto. O grupo será composto por dois ginecologistas, um assistente social, um psicólogo, um enfermeiro e um advogado.

Antes de ser submetida ao aborto, a mulher terá de apresentar uma documentação comprovando a necessidade da intervenção.

Depois disso, será atendida pela equipe, que vai se reunir e discutir o caso. “Mesmo com a ordem judicial autorizando o procedimento, a equipe poderá não se sentir à vontade para realizar aquele aborto e encaminhará a paciente para outro serviço”, salienta Antonio.

Ele explica que, após a audiência pública, o protocolo será enviado para o Ministério da Saúde para formalizar a criação do serviço em Bauru. Na opinião dele, isso deverá acontecer ainda neste semestre.

Comentários

Comentários