Antes do inglês e outras línguas precisamos aprender a linguagem dos homens. Compreendê-los talvez seja uma das mais importantes razões da vida, principalmente quando a sua fala provoca sentimento negativo.
Certa vez conversando com um amigo, gerente de uma grande organização, ele me confidenciou ter sido vítima de um julgamento exagerado por parte de seu superior hierárquico.
Esse gerente, profissional exemplar, dedicado, responsável, criativo, motivado, entusiasmado, e participante ativo como voluntário em uma entidade beneficente, coordenou a realização de um evento com grupo musical conhecido, visando arrecadar fundos para essa instituição, que cuida de velhinhos abandonados.
Infelizmente, o acontecimento ao invés de dar lucro deu prejuízo. A rádio fofoca na empresa fluiu e a informação dos resultados do evento chegou até a diretoria, de forma um pouco distorcida.
O diretor dessa empresa, demonstrando um pouco de inconformação, não conseguiu se controlar e comentou para meu amigo, de forma indelicada, que não pegava bem para um profissional com o cargo dele cometer tais falhas.
Esse gerente que já se encontrava fragilizado, se sentiu despedaçado uma vez que a crítica foi muito mais direcionada a sua pessoa e não às ações errôneas. Homem de pouca fala e muita ação ficou extremamente desanimado.
Segundo ele, deu a impressão de que tudo o que havia realizado de positivo profissionalmente tinha sido esquecido numa fração curta de tempo, e comentou:
“Meu diretor não entende que coordenar voluntários é bem diferente de profissionais. E foi aí meu grande problema. Alguns não cumpriram o planejado.”
Seu diretor, provavelmente bem intencionado, não conseguiu praticar a empatia e errou no “o que” e no “quando” falar certas coisas. O momento não era adequado.
A natureza escondeu a língua atrás de dois paredões, que são os dentes e os lábios, mas mesmo assim não é fácil controlar esse pequeno músculo, tão venenoso e perigoso.
Fiquei refletindo com o gerente. Será que seu diretor nunca errou?
Com certeza sim, porque o erro faz parte da vida. Na minha opinião faltou habilidade do superior em discernir a linha tênue que existe entre críticas construtiva e destrutiva.
Dizem que para atingir o sucesso bastam duas palavras: ótimas decisões. Para que isso ocorra é necessário apenas uma palavra como resposta: experiência. Mas, para obter experiência são imprescindíveis duas palavras: péssimas decisões.
Existem várias maneiras de reduzir a possibilidade de errar. Entre elas: pesquisar junto a pessoas que já tiveram experiências similares; e a outra é desistir, não realizar.
Afirmar aos outros quais atitudes eles deveriam ter é desrespeitar o seu próprio ritmo de desenvolvimento.
Um verdadeiro líder toma o máximo cuidado com as palavras. Deve acolher, compreender, valorizar, elogiar, sugerir, consolar e encorajar. Mas, jamais julgar pessoas.
Sugestão de melhoria
Reserve, pelo menos, 10 minutos no começo do expediente para organizar seu dia. Com certeza, ele passará mais harmonioso e produtivo.
Texto de Davison de Lucas - Diretor da M. Davison & Associados Consultor Organizacional e palestrante.
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